Filipa Mendes, residente em Sangalhos (concelho de Anadia), está «presa» nas ilhas Galápagos onde está a trabalhar há dois meses, depois da instituição onde fazia voluntariado, desde janeiro passado, ter decretado algumas medidas de prevenção, há cerca de duas semanas, fruto do surto epidemiológico Covid-19, que atingiu o mundo inteiro.

“Estou há duas semanas presa na ilha de Santa Cruz, nas Galápagos, a tentar arranjar voos para o continente sem sucesso. Não há voos das ilhas para o Continente. Já tentei falar com as embaixadas de Portugal, em todos os países e continentes, e não consigo obter respostas. Só querem que eu saia para o Continente, mas não nos dão hipóteses de ter aviões para sair das ilhas para o continente e continuo há espera de ajuda. Por favor, façam alguma coisa!”. É este o apelo da jovem num vídeo que circula nas redes sociais.

Mestre em Ecologia pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Filipa Mendes procurou, há dois meses, um futuro melhor numa Fundação situada no Oceano Pacífico, mais concretamente nas Ilhas Galápagos, no território do Equador.

Desde ontem que as partilhas têm sido imensas, principalmente de diversos elementos da escola de samba Sócios da Mangueira, da Póvoa da Mealhada. «A Filipa Mendes não consegue voltar a Portugal. As respostas às perguntas são nulas, a ajuda é nula, a informação é nula e o risco é elevado», afirma uma das amigas, garantindo que «a Filipa e tantos outros estão a trabalhar há meses fora do nosso país à procura de um futuro melhor! Dezenas de europeus que tentam desesperadamente voltar às suas casas e do lado de cá só lhes oferecem silêncio».

«A alimentação escasseia, os acessos a cuidados de saúde são precários, as dúvidas e o medo são cada vez mais gritantes», apelam os amigos, garantindo que «a Filipa precisa de ajuda», mas que apenas tem «silêncio» às tentativas de resolução do problema.

A um jornal local, Filipa Mendes disse ainda que no local estão dezenas de europeus e que os países se podiam unir para arranjarem forma de os ir buscar.

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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