Um incêndio num dos imóveis dos antigos edifícios do Instituto da Vinha e do Vinho, na cidade da Mealhada, deflagrou ao início da noite de ontem, 18 de novembro, e mobilizou duas dezenas de operacionais dos Bombeiros da Mealhada. Cerca das 21h 30m, ao «Bairrada Informação», Nuno João, comandante corporação, garantiu que as operações de rescaldo iriam demorar “algumas horas”, dada a concentração de fumo e calor no local.

Segundo podemos apurar, o fumo terá sido visto por um popular, cerca das 19 horas, que ia a passar e avisou a Escola de Kenpo na Mealhada (que treina numa sala no primeiro andar do edifício onde está a escola de samba Batuque), levando um dos seus elementos a dar o alerta para o quartel.

No local, e à mesma hora, terá sido avistado um homem a sair do edifício, descalço e aparentemente alcoolizado, que se dirigiu para o centro da cidade, e cujo o nosso jornal não conseguiu apurar se chegou a ser identificado pela Guarda Nacional Republicana.

O edifício onde se deu o incêndio situa-se na Av. Dr. Manuel Lousada e faz parte do antigo Arquivo do Instituto da Vinha e do Vinho quando esta entidade ali funcionava há cerca de duas décadas. O imóvel devoluto, recorde-se, é propriedade da Câmara da Mealhada desde 2012, e fez parte de um conjunto de edifícios adquiridos pela Autarquia ao Estado.

No rescaldo do incêndio estiveram vinte e dois operacionais dos Bombeiros Voluntários da Mealhada e oito viaturas. “É uma operação complexa porque estamos a falar de um Arquivo, com muitos papéis, e para onde só conseguimos ir com proteção respiratória”, declarou o comandante Nuno João, explicando que “depois do combate ao incêndio, é necessário ventilar o fumo e o calor”.

Cerca das 21h 30m, e apesar de já não haver fogo, “a carga de fumo e de calor” era grande, provocando uma névoa de fumo pela cidade, não deixando dúvidas ao comandante de que o trabalho de rescaldo ainda demorava “algumas horas”.

 

Mónica Sofia Lopes