Centro Social Comendador Melo Pimenta e Luso Ténis Clube foram os vencedores do Prémio de Empreendedorismo 2019 promovido pela Fundação Luso. Nesta décima primeira edição os dois vencedores ganharam dois mil e quinhentos euros cada um, com a Instituição Particular de Solidariedade Social a canalizar a verba para o apoio à remodelação da sua frota automóvel e o clube desportivo para a dinamização do seu trabalho diário, nomeadamente, renovação de equipamentos, aquisição de bolas e despesas de deslocações dos atletas aquando dos torneios.

Há onze anos que a Fundação Luso promove, anualmente, a entrega de um Prémio de Empreendedorismo e já lá vão mais de vinte entidades premiadas. Ontem, no Casino do Luso, coube ao Centro Social Comendador Melo Pimenta e ao Luso Ténis Clube receberem o prémio de dois mil e quinhentos euros cada uma.

“É um prémio muito importante para a nossa instituição, pois tudo o que foge às despesas do dia-a-dia torna-nos embaraço”, referiu Júlio Penetra, do Centro Social Comendador Melo Pimenta, acrescentando que a instituição presta “um apoio forte na comunidade”, da qual “todos somos potenciais candidatos a beneficiar dos seus serviços”. “Depois de conseguirmos melhorar os nossos veículos, nomeadamente com apetrechamento de cadeiras de rodas em alguns casos, teremos que pensar na nossa infraestrutura, onde será necessária a solidariedade de todos, caso contrário, não conseguimos», rematou ainda.

Também Gonçalo Vieira, da direção do Luso Ténis Clube, agradeceu o prémio para um clube que “tem levado o ténis concelhio longe”. “Essencialmente, canalizaremos este valor para novos equipamentos, redes de miniténis, aquisição de bolas (que é feito com muita frequência) e deslocações dos atletas para os torneios”, explicou ainda sobre uma atividade que dura onze meses e que, este ano, conta já com mais de noventa atletas, divididos entre os campos do Luso e da Mealhada.

Os dois galardões foram atribuídos, por unanimidade, pelos quatro jurados do Prémio – representantes da Fundação Luso, da Câmara da Mealhada, da Junta de Freguesia do Luso e da Associação Comercial e Industrial da Bairrada e Aguieira -, uma escolha difícil até porque em cima da mesa estiveram sete candidaturas, todas implementadas no concelho da Mealhada, com impacto na freguesia do Luso, e potenciadoras do desenvolvimento económico da região.

E Nuno Pinto Magalhães, presidente da Fundação Luso, deixa o repto “para que nunca se deixe de concorrer”, mesmo para quem, este ano, tenha ficado de fora. Uma ideia corroborada por Claudemiro Semedo, presidente da Junta de Freguesia do Luso, que enalteceu a importância do “nascimento” de projetos na vila lusense, uma localidade que garante que “está bem e recomenda-se!”.

Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, também incentivou a que os empreendedores concorram e deixou no ar a possibilidade de a autarquia passar “a disponibilizar uma verba para este concurso”, um repto que lançou, de igual forma, ao presidente da Junta de Luso incentivando-o a associar-se à ideia. “Parabéns a todos os que concorreram. Sem empreendedorismo e inovação, não vamos a lado nenhum!”, concluiu.

 

Mónica Sofia Lopes