Um grupo de pessoas, frequentadores assíduos do Cemitério da Mealhada, situado na Póvoa, deslocaram-se, na manhã de ontem, 7 de outubro, à reunião pública da Câmara da Mealhada, lamentando a falta de manutenção do espaço, propriedade da autarquia mealhadense, bem como do cuidado e vigilância por parte do responsável que coabita no seu interior.

“Tenho cinquenta e oito anos e não me lembro de ver lá um centímetro de alcatrão, principalmente na rua principal, mas também nas laterais”, começou por dizer António Ferraz, relembrando que “o Cemitério é frequentado, essencialmente, por pessoas de idade”.

Do rol de queixas, os munícipes foram lamentando o facto “de as torneiras estarem fechadas”; “decorrerem funerais onde aparecem galinhas ou se veem cuecas e camisolas penduradas (do coveiro)”; “casas de banho com teias de aranha”; “ervas de grande altura por todo o lado”; e ainda “a falta de iluminação no interior do Cemitério”.

E Teresa Portas acrescentou que o responsável pelo espaço “não é cumpridor dos horários e é mal-educado para as pessoas”. Para além disso, garante, “chega, muitas vezes, ao Cemitério alcoolizado e faz muito barulho, mesmo que seja de madrugada. Uma vez tirei fotografias devido à porta estar aberta às 2 horas da manhã e, de outra, disse-lhe que chamava a GNR pelo barulho que estava a fazer de madrugada por causa de um rádio ligado”.

Para esta moradora, de uma habitação contígua ao local, “a Mealhada precisa de um Cemitério digno. É lá que vamos ver os nossos entes e amigos queridos e nunca o vi como está agora”.

António Ferraz sugeriu também o alargamento do horário de verão no Cemitério, que funciona, durante todo o ano, das 8h às 17 horas. “De Inverno até acho bem, mas de Verão pode perfeitamente estar aberto até às 20 horas. As pessoas saem do trabalho, querem ir ao fim da tarde e não conseguem. Por outro lado, em dias de muito calor, só de manhã cedo ou ao final da tarde se pode lá estar”, acrescentou, apelando que “seja feita alguma coisa”.

“É a última casa que nós temos!”, retorquiu ainda, comparando o Cemitério da Mealhada ao do Luso: “No Luso, como está tudo arranjadinho, as pessoas também têm gosto de ir tratar das campas. Aqui na Mealhada isso já não acontece em grande parte dos casos”.

Na reunião, e em resposta aos munícipes, Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, garantiu que ainda durante o dia de ontem se deslocaria ao local. Uma visita que o «Bairrada Informação» sabe que aconteceu ao final da manhã, tendo o autarca se inteirado, “in loco”, das principais necessidades do Cemitério.

 

Mónica Sofia Lopes