A obra do Mercado Municipal da Pampilhosa está, neste momento, com um atraso de conclusão de um ano face ao que se previa no início da empreitada. O assunto foi desencadeado pela coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, na reunião do executivo camarário, que se realizou na manhã de ontem, dia 23 de setembro.

“O projeto base de execução era de trezentos e sessenta e cinco dias em setembro de 2017. Neste momento, em setembro de 2019, já passaram setecentos e trinta e tal dias para a execução da obra e ainda não está concluída”, referiu Hugo Silva, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, afirmando existir “uma derrapagem de um ano”.

Em resposta, Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, declarou que há um atraso porque “há um material – portões – indicado no caderno de encargos da obra que tem de vir da Alemanha e que ainda não chegou”.

E sobre a mesma empreitada, o vereador da oposição quis também saber se haverá, ou não, vantagem dos anteriores comerciantes em permanecerem no Mercado face ao novo regulamento de ocupação da infraestrutura. Arminda Martins, vereadora na Autarquia, garantiu que sim e que “os nove proprietários, à partida, vão querer continuar no Mercado”.

Recordamos os nossos leitores que o Mercado Municipal da Pampilhosa divide-se em dois pisos, funcionando o núcleo central ao nível do rés-do-chão, onde existirão as bancas do mercado, dezoito lojas, oito apoios de loja, áreas técnicas e gabinetes de suporte ao mercado, instalações sanitárias, dois espaços polivalentes, elevador, arrumos e uma moradia unifamiliar de habitação do guarda do mercado. O segundo andar é composto pelo varandim, dois espaços polivalentes e arrumos.

A intervenção inclui também toda a envolvente ao Mercado, com o alargamento das áreas de estacionamento, uma solução só possível devido à aquisição, por parte da autarquia mealhadense, de um terreno nas imediações.

Na mesma reunião de ontem, foi ainda analisado o pedido de apoio do Clube LusoClássicos para a realização do Rally Legends, evento que foi cancelado há cerca de uma semana devido ao alerta de risco de incêndio nos dias 13 e 14 de setembro, e cuja organização pretende agendar nova prova para os próximos dias.

O presidente da Câmara da Mealhada apresentou uma proposta para que seja entregue um subsídio extraordinário de quatro mil euros, um valor “aprovado” pela oposição, que sugeriu, contudo, que fossem atribuídos “os nove mil e novecentos euros pedidos pelo Clube LusoClássicos”, justificando tratar-se de um evento importante para o turismo, “de onde vêm pessoas de fora do país”.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografia de Arquivo da zona de estacionamento do Mercado