Manuel Lindo Cardoso recebeu, na noite da passada sexta-feira, 12 de abril, no Cineteatro Messias, na Mealhada, o prémio “Joaquim Andrade – Ser+” da Delegação no Concelho da Mealhada da Cruz Vermelha Portuguesa, pelo papel voluntarioso que tem em diversas entidades. Para além disso, foram galardoados os voluntários Simão Campos e Maria da Ascensão Ferreira, com o “Prémio Henry Dunant” e “Prémio Voluntário +”, respetivamente, bem como a Câmara da Mealhada com o “Prémio Parceiro +”, por ter sido a entidade que mais solicitou a Delegação no ano de 2018.

“Conheço a maioria das Delegações desde a Mealhada até Bragança, mas nunca estive num ambiente tão familiar e de tanta grandeza”. As palavras são de Henrique Pereira, Delegado Regional da Cruz Vermelha para o Distrito de Aveiro, aquando da Gala dos quarenta anos da Cruz Vermelha na Mealhada, depois de pedir um aplauso de pé às três centenas de pessoas que assistiram aos diversos momentos culturais, promovidos por Micaela, Cláudio da Paula, Michel Osorio, Fábio Rocha, André Pata, Miguel Silva, Edna Costa, Ballet do HCM, Pama e pelo grupo de teatro “Baluarte”.

Num evento, cuja a apresentação esteve a cargo de Miguel Midões, jornalista da TSF, natural do Luso, coube a Vítor Glória Soares, presidente da Delegação, subir ao palco algumas vezes, ora em homenagem aos galardoados, ora para o discurso de abertura. “Estamos a comemorar a festa do voluntariado no concelho”, começou por dizer o dirigente, colocando o enfoque “no papel destas pessoas que deixam a família e os amigos em prol do bem-estar da comunidade”. Para além disso, o dirigente relembrou que “o voluntariado de hoje é de diferente do do passado, com os voluntários a serem cada vez mais competentes e exigentes”, obrigando, assim, as associações a terem um empenho redobrado.

Numa noite onde também foi inaugurada a exposição “40 anos, 40 fotos, 40 factos”, foram galardoados os quatro presidentes da Cruz Vermelha da Mealhada, anteriores a Vítor Soares. São eles, Joaquim Andrade (prémio recebido pela filha Dulce Andrade), Manuel da Cruz Branco, Jorge Semedo e Carlos Costa. “Trabalhamos sempre para melhorar a vida da comunidade”, enalteceu Manuel Branco. Já Carlos Costa confessou que para se ser voluntário “tem que haver um bichinho ‘cá dentro’ e alguém por trás que nos apoie muito”. “Na primeira Gala éramos setenta e cinco, hoje enchemos o Cineteatro Messias”, elogiou.

Já com o galardão na mão – peças feitas a partir de madeira de uma árvore de grande porte derrubada na madrugada de 13 de outubro, aquando da tempestade Leslie -, Simão Campos agradeceu o prémio, mostrando-se satisfeito pelo “reconhecimento” de um trabalho que diz ser “muito gratificante”.

Também Guilherme Duarte, vice-presidente da Câmara da Mealhada, felicitou os “quarenta anos da Delegação”, enaltecendo “estarem sempre disponíveis, sem dificuldade, quando solicitados para as inúmeras atividades desportivas do concelho”.

Maria da Ascensão Ferreira, premiada com o galardão “Voluntário +”, referiu ser uma honra dar o seu “pequeno contributo a esta Delegação”, agradecendo aos colegas que votaram em si, uma vez que este é um prémio votado pelos voluntários da Delegação e que destaca, assim, o desempenho de cada um no último ano.

Antes do corte do bolo, confecionado por Lídia Ribeiro, do Rei dos Leitões, Manuel Cardoso confessou “estar muito feliz e de coração cheio com este reconhecimento”, concluindo que “as coisas só acontecem quando nos dedicamos de alma e coração”.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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