Quinta-feira, 4 de abril, cerca das 14h 30m. Um (fictício) telefonema para a Escola Profissional Vasconcellos Lebre, na Mealhada, deu o alerta para uma ameaça de bomba. Com os meios da Guarda Nacional Republicana e Proteção Civil no terreno e a informação de que tudo não passou de um simulacro, alunos e direção da escola fizeram um “balanço positivo” do que consideram ser importante neste tipo de acções pedagógicas nas áreas do risco e da segurança.

“Soaram dois toques e depois de um contínuo, achamos melhor sair logo para a rua”. As palavras são de Inês Silva, que na altura do alerta se encontrava no refeitório com alguns colegas de turma. “Pensei logo que era um simulacro de incêndio porque todos os anos fazemos um”, acrescentou a aluna, de dezoito anos, do terceiro ano do curso de Design Gráfico.

Ao seu lado estava Guilherme Martins, de vinte anos, a frequentar o primeiro ano do Curso de Gestão, que soube, aquando das nossas perguntas, de que se tratava de um simulacro. “Pensei sempre que seria uma brincadeira, porque a probabilidade de uma bomba ser colocada aqui é muito baixa”, referiu, explicando “terem sido mandados a sair para a rua, pela professora de Contabilidade, depois do alarme ter tocado três ou quatro vezes”.

Ambos consideraram, ao nosso jornal, a iniciativa de prevenção “muito importante”, acreditando que “na Mealhada será improvável acontecer algo do género”, mas confessando, contudo, “não ser impossível”.

Ao início da tarde de ontem estavam na escola cerca de duas centenas de alunos, uma vez que os do segundo ano estão em estágios curriculares. À saída e já com agentes do Destacamento Territorial de Anadia da GNR e o comando dos Bombeiros da Mealhada, os alunos foram encaminhados “para o mais longe possível”, tendo sido abrigados na Estação de Comboios, a cerca de cento e cinquenta metros do local do suposto “engenho explosivo”.

Nessa altura, os meios no local averiguavam o edifício onde esteve o Lucas, um cão para alerta de explosivos, e uma equipa de três elementos de inativação dos mesmos. Aos alunos, e antes de entrarem novamente na escola, a GNR explicou que “em caso de simulacro de bomba, as luzes não devem ser desligadas e a saída tem que acontecer o mais rápido possível”. “Os procedimentos não são para ignorar”, alertaram ainda.

No final, Manuela Alves, diretora pedagógica da EPVL, estava satisfeita com o resultado final. “Todos os anos fazemos um simulacro de incêndios, mas nunca tínhamos feito nenhum de ameaça de bomba”, explicou, garantindo que “em cerca de dois minutos e meio, a escola estava totalmente evacuada”, até porque, garante, “os alunos, geralmente, correspondem muito bem a estas ações”, que servem também de ensinamento aos do primeiro ano, a viverem uma situação semelhante, pela primeira vez, na escola.

Ao nosso jornal, Manuela Alves referiu ainda que “há sempre ajustes a fazer, bem como uma análise de aprendizagem para se saber onde se pode melhorar”, sendo este um fator primordial da escola para estar na vanguarda da proteção civil.

 

Mónica Sofia Lopes