A Delegação no concelho da Mealhada da Cruz Vermelha Portuguesa levou a cabo, durante todo o dia de ontem, 14 de fevereiro, uma ação de sensibilização junto da população sob o mote “Dizer basta também é um ato de amor”. As estações de comboio da Pampilhosa e da Mealhada foram os locais escolhidos pelos voluntários para a entrega de flyers, onde alertaram para a violência no namoro e doméstica.
O Dia de São Valentim, ou Dia dos Namorados como é tradicionalmente designado, foi o escolhido para levar a mensagem de alerta à comunidade. E nas reações há um pouco de tudo. “Há pessoas que nem nos deixam mostrar o folheto porque pensam que vamos pedir dinheiro e outras que nos dizem que não precisam”, descreveu, ao «Bairrada Informação», Ana Henriques, voluntária na Cruz Vermelha da Mealhada, acrescentando que “há também pessoas que se nota que estão familiarizadas com o tema e até se emocionam”. São, contudo, “as mais velhas, e sobretudo homens, quem mais conversa connosco sobre a temática”, explicou.
A ação, programada há muitos meses, realizou-se pela primeira vez por parte desta Delegação. “Temos cerca de um milhar de flyers, mas vamos também distribuí-los em outros eventos da Cruz Vermelha, como será o caso da Festame (Feira do Município da Mealhada)”, declarou Hélia Branco, voluntária há cerca de cinco anos, enfatizando que “este será um tema para o qual vão ter particular insistência”.
“A violência doméstica é um crime público e está nas nossas mãos unir esforços para que os números baixem e para que aqueles que ainda estão escondidos ‘por amor’ sejam denunciados”, explicam, garantindo que “a cada dia que passa se ouvem mais histórias de pessoas que morrem à mãos de agressores”. “A violência doméstica e no namoro é uma realidade cada vez mais presente na nossa sociedade e que tem de ser combatida antes que seja tarde de mais. É um dever de todos lutar contra ela, é um dever de todos denunciar as situações das quais se tem conhecimento”, concluíram, garantindo que “está nas mãos de todos mudar esta dura realidade”.
À porta do Intermarché, falámos também uma cliente que nos disse que este tipo de campanha “é cada vez mais pertinente, tendo em conta, que, nos dias de hoje, muitos jovens acham normal a violência”. “A intervenção contra este problema tem que partir de casa, pois é daqui que partem os exemplos”, defendeu.
No flyer distribuído, para além do Número Nacional de Emergência Médica – 112 – está patente o da Delegação em Coimbra da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima – 239 781 545.
Mónica Sofia Lopes























