Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, referiu, na última reunião do executivo, que se realizou na manhã de 12 de novembro, a intenção da Santa Casa Misericórdia da Mealhada em criar uma valência de saúde para demências.

O assunto não é novo e tem sido falado por João Peres, provedor da instituição, nos últimos meses. Em outubro passado, aquando das comemorações dos 112 anos da Misericórdia da Mealhada, em entrevista ao Diário de Coimbra, João Peres explicou “que este tipo de unidades são uma grande carência no nosso país. As pessoas cada vez morrem mais tarde e, portanto, cada vez têm mais demências. Atrevo-me a dizer que mais de cinquenta por cento das pessoas que estão em Lares têm demência e não há resposta para os seus problemas. Isto para não falar das famílias que estão ‘amarradas’ em casa porque não conseguem ter os seus familiares em instituições de Terceira Idade ou Hospitais. As famílias têm o dever de ajudar estes utentes, mas não podem estar privadas das suas liberdades profissional, social e até mental”.

Na altura, ao mesmo jornal, o provedor da Misericórdia da Mealhada referiu que o espaço ideal para esta obra seria “o dos terrenos junto ao Hospital, pela dimensão que uma unidade destas precisa”. “É uma situação muito urgente até porque o que acontece, em todos os Lares, é terem pessoas com demências junto de pessoas que estão bem. É um choque grande para as que estão bem e em Lar para terem repouso e uma vida minimamente normal”, acrescentou, concluindo que uma obra desta envergadura só será possível “com o apoio de fundos comunitários e da Autarquia”.

 

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