As corporações dos Bombeiros Voluntários de Anadia, Mealhada e Pampilhosa receberam, na tarde de ontem (dia 8 de novembro), cinco equipamentos de proteção individual do Intermarché da Mealhada. Um gesto que, pela voz dos comandantes, devia ser replicado por mais agentes empresariais da região.

O livro “Pafi e o incêndio no parque de merendas” esteve à venda nas trezentas e dezanove lojas do Grupo Os Mosqueteiros durante os meses de Verão, tendo conseguido angariar, este ano, quinhentos equipamentos de proteção individual de combate a incêndios florestais que estão agora a ser distribuídos pelas corporações de bombeiros voluntários a nível nacional.

Ontem, foi a vez das corporações da Mealhada e Pampilhosa receberem dois equipamentos, cada uma, e a de Anadia um. “Tentamos repartir por todos e estamos sempre disponíveis para vos ajudar”, referiu Rita Ferreira, administradora / gerente do Intermarché da Mealhada, relembrando que, no ano passado, a referida superfície teve o seu posto de combustível aberto, quarenta e oito horas seguidas, para que os Bombeiros abastecessem durante a madrugada. “Para além disso, nessas alturas críticas, temos sempre um funcionário em alerta que pode vir à loja quando os bombeiros precisarem de alguma coisa, nem que seja às 4 horas da manhã”, referiu.

“Em alturas de muitos incêndios florestais,  um equipamento destes sofre danos e pode até chegar à sua perda total em apenas uma época de Verão”, referiu Bruno Almeida

Os equipamentos, para além do fato, vêm com botas, luvas, óculos e capacetes. “As pessoas cada vez mais reconhecem a função essencial que têm os Bombeiros”, elogiou Rita Ferreira, falando em concreto dos clientes das superfícies que dirige na Mealhada e em Cantanhede. “Apoiamos sempre muito as causas sociais e também as que se prendem com as necessidades dos idosos e das crianças. Estamos atentos e preocupados com a região onde nos inserimos”, acrescentou.

E para os Bombeiros esta é uma ajuda “bastante importante”. José Duarte, 2.º Comandante dos Bombeiros da Mealhada, explica que “é um equipamento muito importante para a segurança dos operacionais”. “É utilizado em incêndios e, por isso, pode desgastar-se com maior facilidade”, acrescentou.

Fernando Abrantes, comandante dos Bombeiros da Pampilhosa, garante que este gesto “é uma mais valia para as direções das corporações, uma vez que cada equipamento custa centenas de euros”.

Já Bruno Almeida, comandante dos Bombeiros de Anadia, apela a que este ato “sirva de exemplo a outras empresas”. “São gestos que podiam ser copiados. Se todos o fizessem era muito pouco a cada um e para nós era imenso!”, afirmou, enfatizando que “em alturas de muitos incêndios florestais,  um equipamento destes sofre danos e pode até chegar à sua perda total em apenas uma época de Verão”.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Galeria de fotografias, de JOSÉ MOURA, em https://www.facebook.com/bairradainformacao/