O deputado do PSD Bruno Coimbra, natural da freguesia do Luso (concelho da Mealhada), questionou, na passada terça-feira, a ministra da Cultura sobre “quando vai o governo fazer reviver o Programa “Revive”. Intervindo numa audição na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2019, o parlamentar social democrata deu o projeto como “moribundo”, dando como “falso” o balanço positivo feito pelo Governo.

Recordando que em 2016 o governo juntou três ministérios (Finanças, Economia e Cultura) para conceber o Programa “Revive” e que o ministro da Economia dissera que “estes monumentos estavam ao abandono e vão ser transformados em pontos de referência que vão valorizar as regiões”, o deputado aveirense vincou que, “no que depende deste governo, nem são recuperados enquanto monumentos nacionais (ou imóveis de interesse público) nem são recuperados enquanto concessões a privados”.

“O que tem a dizer sobre o Mosteiro de Arouca? Ou sobre o Forte da Barra, em Ílhavo? Sobre o Mosteiro de Lorvão, em Penacova? Ou sobre o Castelo de Portalegre, ou o Forte da Ínsua, em Caminha?”, questionou Bruno Coimbra, dirigindo-se à ministra e referindo-se ao “Revive”, criado para recuperar e valorizar o património, abrindo-o ao investimento privado, para desenvolvimento de projetos turísticos.

Bruno Coimbra enfatizou, na sua intervenção, que foram anunciados trinta edifícios, depois trinta e três – entre mosteiros e conventos, fortes e antigos quartéis sem utilização, degradados ou abandonados – e que em 2018, o ministro da Economia dizia que a esses trinta e três seriam acrescidos mais quarenta. “Acontece, senhora ministra, que afinal não é assim… pois não?”, atirou o deputado do PSD, dirigindo-se à governante, à qual solicitou que clarificasse quantos concursos foram afinal concluídos.

“Quantos edifícios estão à data concessionados? Da intenção proclamada de mais de setenta edifícios, estão quantos? Três, quatro?” , questionou Bruno Coimbra, para concluir que, “afinal, o tal ‘balanço muito positivo’ é falso” e que “este Orçamento esquece, uma vez mais, o património!”.

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Grupo Parlamentar de Aveiro do Partido Social Democrata