A Escola Profissional Vasconcellos Lebre, da Mealhada, assinalou os vinte e sete anos da sua fundação, na noite da passada quarta-feira, 4 dej, com uma Gala, no Cineteatro Messias. Na ocasião, Nuno Castela Canilho, gerente da escola, defendeu que o sucesso da instituição, onde está desde 2013, prende-se com o facto de não ser “uma fábrica de autómatos” e que, por isso, não corresponde à estatísticas.

“As escolas profissionais nasceram para permitir a muitos jovens serem felizes”, disse Nuno Canilho, um dos gerentes da EPVL, elogiando “o papel forte” que a escola “tem na comunidade”.

Para o representante da EPVL “as escolas não são produção massiva de resultados para estatísticas”. “Os alunos não são números e os professores não são máquinas”, enfatizou, garantindo que “a EPVL não é uma fábrica de autómatos, porque se fosse podia corresponder às estatísticas”.

“O programa inerente a esta escola é dar formação e um caminho. A todos demos o melhor de nós e com todos fomos felizes!”, disse, referindo ainda que “na EPVL não nos resignamos e não vacilaremos perante estatísticas e metas”. “Durante vinte e sete anos já transformamos mais de duas mil vidas”, rematou.

Ana Mónica Oliveira, da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), elogiou a parceria, da entidade que representa com a EPVL, alegando não haver “nada melhor para uma escola do que o sucesso dos seus alunos”. “Parabéns a todos que fizeram desta escola um caso de sucesso”, acrescentou.

Palavras que foram completadas por Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada e fundador da EPVL, que referiu sentir uma “grande alegria quando encontra ex alunos da escola a trabalhar em restaurantes ou outros locais, tanto em Portugal como fora do país”. “E nunca encontrei nenhum que me tivesse dito mal da Escola Profissional da Mealhada!”, defendeu, enfatizando: “Tenho a alegria de ter como secretária, uma ex aluna desta escola e isto só prova que o mais importante são realmente as pessoas!”. “A grande emoção desta vida é encontrarmos pessoas que ajudámos a formar!”, concluiu.

Na génese do encontro da passada quarta-feira esteve a entrega de diplomas a dezenas de alunos que terminaram os cursos – Cozinha e Pastelaria; Eletrónica, Automação e Comando; Informática de Gestão; Mecatrónica; Gestão de Equipamentos Informáticos; Auxiliar de Saúde; e Restaurante e Bar – no ano letivo de 2016 / 2017.

Na cerimónia foi também prestada uma homenagem a mais de uma dezena de funcionários que colaboram na escola há mais de duas décadas. A oferta – uma silhueta do Cedro de Sao José do Bussaco – representa, segundo Nuno Canilho, “a resistência e força”. “Estamos a falar de um cedro que foi plantado pelos carmelitas em 1644 e que, há poucos anos, perante o fenómeno Gong, rachou, mas manteve-se vivo!”, referiu, elogiando os colaboradores: “Todos abraçam, cuidam, repreendem, choram e dão gargalhadas com os alunos”.

Mas as homenagens não se ficaram por aqui com a EPVL a prestar um tributo às “cento e cinquenta empresas e instituições parceiras, que recebem os alunos para estágio em contexto de trabalho”. “Sem vocês não era possível formarmos os alunos como formamos”, disse Nuno Canilho.

Durante toda a Gala houve momentos de entretenimento onde alunos e ex alunos cantaram e dançaram, terminando a cerimónia com uma performance da “Banda da EPVL”, que tem como vocalista uma professora da escola.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes 

Galeria de fotografias, de José Moura, em https://www.facebook.com/bairradainformacao/