
Nome: António Jorge Franco
Idade: 56 anos
Área Profissional: Engenharia Civil
Residência: Silvã
Encabeçando um movimento independente venceu as eleições há quatro anos. Que balanço faz do mandato?
O balanço é positivo. Conseguimos consolidar o crescimento do concelho, aumentar a
execução orçamental, reforçar o investimento público e privado e atrair novas empresas. Foram quatro anos de trabalho intenso, focados em resultados concretos, com projetos que modernizaram serviços municipais, reforçaram infraestrutura urbana e criaram oportunidades para cidadãos e empresas. A proximidade com a população permitiu decisões mais informadas e políticas ajustadas às necessidades de todas as freguesias.
Quais as principais linhas orientadoras / obras que cumpriu e o que ficou por fazer?
O mandato teve como linhas orientadoras acessibilidade, mobilidade, valorização do património, reforço do saneamento e apoio ao investimento privado. Cumprimos obras de requalificação urbana, expansão do saneamento, modernização de escolas e criação de espaços verdes. Algumas intervenções em núcleos históricos e a expansão total de infraestruturas urbanas ficaram por concluir, mas estão previstas para os próximos anos, garantindo a continuidade do crescimento sustentável do concelho.
O que se propõe fazer nos próximos quatro anos?
Nos próximos quatro anos, vamos continuar a fazer o concelho crescer, focando-nos em acessibilidade, mobilidade, sustentabilidade e valorização do território. Prosseguiremos a implementação de ARU, reforçando a recuperação do património e das zonas centrais, e continuaremos a apoiar investimento privado e empresarial. Será reforçado o saneamento universal, requalificadas vias e criadas novas ciclovias, avançando ainda com políticas de eficiência energética, proteção ambiental e gestão hídrica.
Respostas rápidas sobre o que pretende fazer ou pensa sobre…
- Carnaval: Valorizar, apoiar e acompanhar o Carnaval, garantindo tradição, participação e envolvimento das escolas e associações locais, reforçando o evento como motor cultural e turístico.
- Antigos edifícios do Instituto da Vinha e do Vinho: Recuperação para uso cultural e associativo, incluindo residências artísticas e espaços polivalentes com auditório para conferências e iniciativas comunitárias, oferecendo serviços à comunidade e dinamizando a cultura local.
- Turismo: Fazer crescer e valorizar o turismo, promovendo gastronomia, 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada (4MMM), património natural e histórico com a marca Mondego-Bussaco, turismo rural, desportivo e de lazer, e integrando novas tendências como o turismo para nómadas digitais.
Nome: Francisco José Ferreira Lopes
Idade: 47 anos
Área Profissional: Jurista
Residência: Sernadelo
Porque se candidata à Câmara Municipal?
Candidato-me à Câmara Municipal por acreditar numa gestão transparente, eficiente e focada nas pessoas. Combaterei o excesso de burocracia através da implementação de novas ferramentas e tecnologias como a Inteligência Artificial, garantirei que os recursos públicos sejam aplicados ao interesse dos munícipes e envolverei os mesmos em decisões estratégicas para o futuro do concelho. De realçar um forte compromisso com a segurança pública em todo o concelho.
Quais as maiores necessidades do concelho e o que se propõe fazer para as colmatar?
A Mealhada tem que revitalizar o tecido económico e industrial, melhorar a mobilidade urbana e promover a segurança e bem-estar social. Defendo a atração de investimento para criar emprego local, uma requalificação urbana com foco na acessibilidade e sustentabilidade, maior apoio aos jovens e famílias, e modernização dos serviços municipais para maior proximidade ao cidadão para que todos se sintam parte essencial e valorizada.
Barcouço, Pampilhosa e Casal Comba ficam sem candidaturas às Assembleia de Freguesia pelo Chega. Como comenta este facto?
Infelizmente, não nos foi possível apresentar listas, mas a determinação do Partido CHEGA para representar todas as freguesias mantém-se intacta. De lembrar que esta Concelhia, com os atuais elementos, é recente. O compromisso é reforçar a implantação dos nossos ideais e garantir que as preocupações locais sejam incorporadas na ação municipal.
Respostas rápidas sobre o que pretende fazer ou pensa sobre…
- Carnaval: Maior envolvimento na organização do mesmo e valorização do evento como motor económico e cultural, mas sempre com responsabilização dos intervenientes.
- Antigos edifícios do Instituto da Vinha e do Vinho: Reabilitação e reconversão dos edifícios para fins culturais, educativos e de inovação empresarial, e mesmo espaços de trabalho colaborativo, aproveitando o património para dinamizar projetos de interesse.
- Turismo: Aposta na promoção integrada dos recursos naturais e históricos, investimento em infraestruturas de visitação e criação de roteiros que liguem gastronomia, natureza e património, valorizando a marca “Mealhada” nacional e internacionalmente.
Nome: Guilherme Duarte
Idade: 65 anos
Área Profissional: Ensino/ Presidente da Fundação Mata do Bussaco
Residência: Pampilhosa
Esteve muito tempo na Câmara da Mealhada, na vice-presidência, pelo PS. Volvidos quatro anos, fora das lides políticas no que toca a ter assento em órgão local, porque decidiu candidatar-se?
Estes quatro anos foram muito importantes para mim. Depois de tantos anos de trabalho autárquico, pude olhar de fora, com outra distância, e estar mais próximo das pessoas no seu dia-a-dia. Esse tempo permitiu-me perceber melhor o que as famílias esperam da política local: mais seriedade, mais ação e menos promessas por cumprir. Ao mesmo tempo, ficou ainda mais claro que o Município tem um potencial imenso – mas que esse potencial não tem sido transformado em progresso real. Decidi candidatar-me porque acredito que é tempo de dar um novo rumo. Trago a experiência de quem já esteve no terreno, mas também a liberdade de quem ouviu, refletiu e está pronto para agir com determinação. Quero ser a voz de todos, mas sobretudo quero unir, aproximar e devolver às pessoas a confiança de que o futuro do nosso concelho pode ser melhor.
Quais as maiores necessidades que o concelho tem?
A maior necessidade é, sem dúvida, a mobilidade. Um concelho não pode crescer se não tiver estradas seguras, caminhos transitáveis e ligações que façam justiça às suas populações. Hoje ainda temos freguesias que se sentem esquecidas, zonas onde os acessos dificultam a vida de quem ali vive e travam a chegada de oportunidades. Mas não é só. É urgente também pensar na fixação de jovens e de famílias, criando condições para que encontrem aqui futuro. A realização deste fenómeno passa por apoiar a economia local, atrair investimento, valorizar o comércio de proximidade e apostar em respostas sociais que deem qualidade de vida. O Município precisa de ser um espaço coeso, dinâmico e justo, onde todos contam – e isso só acontece quando as pessoas sentem que podem viver, trabalhar e realizar os seus projetos aqui.
O que se propõe a fazer para as colmatar?
O meu compromisso é colocar a mobilidade no centro da ação política. Requalificar estradas e caminhos não é apenas asfaltar – é dar dignidade às populações, aproximar freguesias, garantir segurança e criar condições para que empresas e famílias se fixem. Quero que cada requalificação seja um sinal de respeito por quem vive e trabalha aqui. Em paralelo, defendo políticas que apoiem a fixação de jovens e famílias: criar condições para habitação acessível, apoiar o comércio local, atrair investimento que crie emprego qualificado e valorizar os recursos que já temos para gerar novas oportunidades. O futuro da Mealhada constrói-se com pessoas, e é para elas que quero trabalhar.
Respostas rápidas sobre o que pretende fazer ou pensa sobre…
- Carnaval: O Carnaval da Mealhada é uma das maiores marcas da nossa identidade. Quero valorizá-lo muito, mas sempre com rigor e transparência. É fundamental dar condições às associações para que possam crescer, sem favoritismos e com respeito por todos os que trabalham para que esta festa seja cada vez maior.
- Antigos edifícios do Instituto da Vinha e do Vinho: Não podem continuar a ser um símbolo de abandono. Defendo uma utilização que se alinhe com os interesses da comunidade, que dê resposta a necessidades concretas, seja na área cultural, educativa ou até empresarial. Temos ali espaço para criar futuro.
- Turismo: O turismo é uma das grandes chaves de desenvolvimento do concelho. Mas tem de ser trabalhado com estratégia: valorizar o que nos distingue, como a gastronomia, a natureza, o património e o Carnaval, e fazer disso um motor económico que crie emprego e oportunidades.
Nome: Ana Luzia Cruz
Idade: 59
Área Profissional: Professora do ensino básico e secundário
Residência: Paredes do Bairro, Anadia
Porque se candidata à Câmara Municipal?
Candidato-me por um concelho mais progressista e por uma ação mais dinâmica na identificação e resolução dos problemas. O poder autárquico tem de saber ouvir, mas sobretudo, tem de saber resolver, sob pena de continuarmos estagnados. Para além disso, num momento em que somos cada vez mais procurados por outras geografias, é importante ter no poder autárquico uma voz que aposte na inclusão e na riqueza do multiculturalismo.
Quais as maiores necessidades do concelho e o que se propõe fazer para as colmatar?
É prioritário resolver o problema da habitação. Para lá da necessidade de nova construção pública, urge identificar todos os imóveis devolutos do concelho passíveis de possível reabilitação. É urgente não deixar fugir verbas do PRR e acelerar os programas de construção a custos controlados.
A par desta necessidade, urge melhorar as respostas à mobilidade no concelho, com melhores serviços de transporte público e apostar num serviço intermodal e intermunicipal, capaz de responder às necessidades de todas as freguesias do concelho. Queremos também melhorar a comunicação com o munícipe sobre horários de transporte.
O partido apenas se candidata a três das oito assembleias de freguesia do concelho. Isto não é prejudicial à candidatura?
O mais importante é termos uma candidatura forte aos órgãos a que nos candidatamos. A qualidade de uma candidatura não passa pela quantidade, mas pela credibilidade dos seus candidatos. Acredito, por exemplo, que a eleição da Sónia Pinto para a Assembleia Municipal, órgão fiscalizador da ação do executivo nas diferentes freguesias ali representadas, será muito importante, pois sei que ela as defenderá com toda a convicção e capacidade de trabalho.
Respostas rápidas sobre o que pretende fazer ou pensa sobre…
- Carnaval: Julgo que a Câmara pode ajudar a dar um novo fôlego ao Carnaval da Mealhada, melhorando ainda mais a sua imagem de marca, que é, afinal, também uma aposta turística do concelho. Julgo que será possível construir dinâmicas com associações culturais e transformar o Carnaval num momento mais inclusivo com as comunidades locais.
- Antigos edifícios do Instituto da Vinha e do Vinho: Creio que esses edifícios têm potencial para a instalação de uma estrutura museológica, por exemplo, ligada às Quatro Maravilhas, ou até de um polo ligado ao Ensino Superior ou de uma estrutura residencial para estudantes. O que não podemos continuar a ter é políticas de aquisição de património há décadas, para depois deixá-lo ao abandono.
- Turismo: Em termos turísticos, ainda temos muito turismo de passagem ou de estadias curtas e isso exige respostas criativas e investimento em roteiros diversificados e interligados entre si. O turista que vem comer leitão, beber água do Luso e visitar o Bussaco tem de sentir que se justifica ficar mais tempo no concelho.
Nome: Isabel Vieira
Idade: 83 anos
Área Profissional: Professora de Matemática aposentada
Residência: Pampilhosa
Porque se candidata à Câmara Municipal?
Alargando o lema da CDU: “Trabalho, Honestidade e Competência”, a nossa candidatura não olha apenas para a expressão local dos problemas, mas assume que os interesses e bem-estar das populações do nosso concelho depende das opções políticas gerais. Por isso somos uma candidatura com compromissos políticos e ideológicos que não disfarçamos quando estamos a discutir matérias autárquicas.
Quais as maiores necessidades do concelho e o que se propõe fazer para as colmatar?
São várias, por exemplo: Habitação social, reabilitação de edifícios para este fim e dinamização de apoios e incentivos à reabilitação de imóveis degradados; na situação e problemas dos trabalhadores incluímos os trabalhadores da autarquia insistindo na melhoria da atribuição do SPI (suplemento de penosidade e insalubridade) atribuído pela Câmara Municipal; e continuaremos a bater-nos pela reativação do ramal Figueira da Foz – Pampilhosa como estruturante de um novo desenvolvimento do concelho
Que comentário faz ao facto de o partido não se candidatar às Assembleias de Freguesias de Antes e Ventosa do Bairro?
Não podemos deixar de assinalar o facto de ir para eleições autárquicas com as freguesias repostas (Antes, Mealhada e Ventosa do Bairro). A CDU e em particular o PCP bateram-se de forma coerente, na Assembleia Municipal e na Assembleia da República, por esta reposição. Esta luta não se deveu a razões eleitoralistas já que, infelizmente, é escassa a implantação da CDU em Antes e Ventosa do Bairro.
Respostas rápidas sobre o que pretende fazer ou pensa sobre…
- Carnaval: Atendendo ao interesse que desperta, dentro e fora do concelho, entendemos que a Câmara deve continuar a apoiar e a envolver-se na sua organização.
- Antigos edifícios do Instituto da Vinha e do Vinho: Por exemplo, criar ali uma Casa Municipal da Juventude aberta a todas as iniciativas.
- Turismo: A Mata do Buçaco que sendo património nacional é ao Estado que cumpre financiar e garantir a sua conservação e recuperação bem como do seu valioso património; as Termas e a vila do Luso (como polo turístico); criação de um polo museológico ferroviário na Pampilhosa.
Nelson Fernandes
Idade: 56 anos
Área Profissional: Engenheiro Eletrotécnico
Residência: (Sem resposta)
Era o número 2 de uma primeira candidatura, que também evolvia o PSD e o CDS, mas passou a primeiro depois do candidato escolhido ter sido “obrigado” a sair. Porque aceitou encabeçar esta lista e como encarou a situação?
Aceitei encabeçar a lista porque, acima de tudo, estava em causa um projeto político importante para a nossa comunidade. A saída do candidato inicialmente designado foi uma contrariedade inesperada, mas não podíamos permitir que colocasse em causa todo o trabalho desenvolvido até então. Assim, assumi essa responsabilidade com sentido de dever, empenho e espírito de serviço, consciente de que a união do PSD e do CDS exige firmeza e liderança em momentos de maior dificuldade.
Quais as maiores necessidades do concelho e o que se propõe fazer para as colmatar?
As maiores necessidades do concelho passam pela criação de oportunidades que fixem os jovens e atraiam empresas, gerando emprego de qualidade e estimulando o investimento. Propomos a criação de um Gabinete de Desenvolvimento Económico e Social para atrair investimento, apoiar empresas locais, promover iniciativas sociais, oferecer perspetivas de futuro aos jovens e responder aos problemas de habitação, garantindo condições para que possam viver e trabalhar no concelho. Inspirando-nos em exemplos de sucesso como Cantanhede, queremos tornar a Mealhada num polo atrativo para viver, trabalhar e investir. Paralelamente, ambicionamos que o concelho se torne uma referência nacional em ambiente, limpeza, espaços verdes e infraestruturas municipais.
A coligação «Fazer Acontecer» candidata-se a cinco das oito assembleias de freguesias do concelho. Que comentário faz à ausência de lista para as restantes?
A coligação «Fazer Acontecer» apresentou candidaturas apenas onde encontrou equipas motivadas e projetos credíveis, com trabalho de proximidade e compromisso real com as populações. Nas freguesias onde não foi possível reunir as condições ideais para avançar, optámos por ser transparentes e responsáveis, preferindo não avançar sem uma equipa sólida. Ainda assim, continuamos disponíveis para ouvir, apoiar e colaborar com todas as freguesias do concelho, assegurando que os cidadãos podem contar connosco, quer haja candidatura própria, quer não.
Respostas rápidas sobre o que pretende fazer ou pensa sobre…
- Carnaval: Apoio incondicionalmente o Carnaval da Mealhada, uma das maiores marcas identitárias do concelho, que deve ser valorizado e gerido pelo município. Defendo maior apoio às escolas de samba, instituições com objetivos sociais e pedagógicos ao longo de todo o ano, essenciais para a inclusão social, a formação cultural e a dinamização da comunidade. O Carnaval é também uma alavanca económica e turística, pelo que apoiar este evento é investir na identidade, na economia e na coesão social do concelho.
- Antigos edifícios do Instituto da Vinha e do Vinho: Proponho requalificar o edifício das escolas de samba, melhorando as condições de trabalho, ensaio e criação artística, reconhecendo o seu valor cultural, social e pedagógico. Paralelamente, considero essencial criar um polo universitário e uma residência de estudantes, tornando o concelho mais atrativo para os jovens, fomentando conhecimento e inovação, fixando população jovem e dinamizando a economia. Estas medidas articulam-se, apoiando a cultura, a juventude e o futuro do concelho.
- Turismo: O turismo no concelho da Mealhada deve valorizar a nossa gastronomia, com o leitão da Bairrada como referência; a natureza e o património, destacando o Luso e a Mata do Bussaco; e a cultura, através dos teatros da Pampilhosa, do Luso e da Mealhada. A integração destes elementos permitirá criar uma oferta turística completa, atrativa durante todo o ano e capaz de gerar impacto económico positivo para a região.



































