A Câmara de Águeda melhorou as condições de circulação na via pública para invisuais, num projeto que resultou de uma proposta do Orçamento Participativo e que se traduziu num investimento de 50 mil euros. “O momento simbólico de entrega deste projeto à comunidade decorreu quinta-feira, junto ao parque de estacionamento da antiga escola P3”, avança a Autarquia, através de um comunicado, em que acrescenta que “as intervenções feitas na cidade, foram criadas bandas de circulação nos passeios, bem como colocados marcadores em relevo, sinalizando as passadeiras, e criada uma distinção entre passeios e estrada”.

“É uma proposta feliz que se enquadra perfeitamente na filosofia e estratégia das obras municipais”, salientou Jorge Almeida, Presidente da Câmara de Águeda, acrescentando que todas as obras que a Autarquia está a fazer de novo “têm incutida esta ideia de melhorar a acessibilidade e de tornar o concelho acessível a todos”.

O edil frisa que esta estratégia pode ser comprovada nas obras de regeneração urbana que estão a ser realizadas tanto na cidade como nas freguesias, “onde todas estas técnicas e boas práticas têm vindo a ser aplicadas, nomeadamente toda esta sinalética e condições que permitem que as pessoas que têm dificuldades, que circulem em cadeira de rodas, sejam invisuais, etc. se sintam mais confortáveis e com mais segurança”.

Maria Celeste Martins foi a proponente desta intervenção e as melhorias foram logo sentidas. “Com este piso já nos orientamos bem; sem ele, tenho de andar um pouco à toa, à procura”, disse, declarando-se “orgulhosa” por ter sido a proponente deste projeto e aproveitando para agradecer “às pessoas que estiveram envolvidas por se terem esforçado por concretizá-lo”.