A obesidade e a diabetes são duas doenças que podem agravar-se durante o tempo de confinamento imposto pela pandemia de COVID-19. Para que isso não aconteça, a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) e a Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), com o apoio da Novo Nordisk, promovem o webinar “Obesidade & Diabetes fechados em casa. E agora?” para esclarecer a população sobre o impacto que a quarentena pode ter nestas doenças crónicas.

Neste webinar, agendado para o dia 28 de abril às 21h30, Paula Freitas, presidente da SPEO, deixará vários conselhos práticos à população que sofre de obesidade e/ou diabetes, dos quais destaca cinco:

Ter consciência do risco – As pessoas com obesidade não têm maior probabilidade de contrair COVID-19 do que a população em geral. No entanto, a COVID-19 pode causar sintomas mais graves e complicações nas pessoas que vivem com obesidade e outras doenças associadas. As pessoas idosas e as pessoas com doenças crónicas, incluindo diabetes, doença cardiovascular e distúrbios pulmonares – doenças commumente associadas à obesidade – apresentam maior risco de sofrer complicações graves. Adicionalmente, a evidência científica sugere que numa gripe sazonal, pessoas com IMC ≥ 40 Kg/m2 têm um risco aumentado de complicações.

Fazer uma autovigilância mais apertada da glicemia – Idealmente as pessoas com diabetes devem, nesta fase, avaliar os valores da sua glicemia de acordo com as indicações do seu médico assistente. O risco de hiper ou hipoglicemia pode ser maior, especialmente em caso de infeção por COVID-19, pois a doença irá descompensar a diabetes, mesmo que antes estivesse bem controlada. Também irá ser abordado como proceder em casos de hiperglicemia em dias de doença aguda e como tratar hipoglicemias.

Não descurar a hidratação – As pessoas com diabetes e obesidade devem manter-se bem hidratadas, bebendo sobretudo água e evitando a ingestão de bebidas alcoólicas que, para além de muito calóricas, podem contribuir para a desidratação.

Fazer uma alimentação saudável – O tempo passado em casa pode convidar a refeições mais demoradas ou a snacks mais frequentes. É importante que as pessoas com obesidade e diabetes continuem a seguir os conselhos dos seus médicos e nutricionistas assistentes e optem por uma alimentação saudável e equilibrada e não hipercalórica.

Praticar exercício físico – O tempo de confinamento não pode ser sinónimo de inatividade. É importante manter ou até iniciar um programa de exercício físico. Não precisa de ser complexo. Coisas simples, como descer e subir escadas quando se vai levar o lixo ou levantar-se para mudar o canal de televisão, podem ser o primeiro passo para dias mais ativos.

Este webinar vai contar ainda com as contribuições de Sandra Martins, fisiologista do exercício e de Carla Pedrosa, nutricionista. O acesso é livre em www.mgfamiliar.net/webinar.

 

 

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