Diversas entidades municipais e privadas, bem como a realização de atividades passíveis de aglomerados de pessoas, no concelho da Mealhada, estão canceladas ou suspensas face à atual situação de desenvolvimento e propagação do COVID-19, o vírus que já foi declarado, pela Organização Mundial de Saúde, como uma pandemia.

A Câmara da Mealhada decidiu encerrar os espaços municipais, tais como, pavilhões desportivos, Biblioteca, Arquivo, Centro de Interpretação Ambiental, Postos de Turismo ou Cineteatro Messias, estando também suspensas todas as atividades culturais, recreativas e desportivas, nomeadamente, o BioFestival de Primavera, Dia dos Moinhos ou o teatro Capuchinho Vermelho. Por enquanto, somente o edifício dos Paços do Concelho está ainda aberto.

Na mesma linha preventiva, também a Misericórdia da Mealhada limitou a visita a uma pessoa por utente nos três lares, apenas no horário das 16h00 às 17h00. Relativamente à equipa do Serviço de Apoio Domiciliário, as profissionais têm ao seu dispor um kit de prevenção para usar nas deslocações às residências dos utentes (composto por máscaras e desinfetantes).

No caso do Hospital Misericórdia da Mealhada, as visitas ficam limitadas a uma pessoa por dia e por doente, no horário das 16h às 20 horas. O serviço de urgência da unidade hospitalar deparou-se, na tarde da passada quarta-feira, com uma suspeita leve de coronavírus, uma mulher, que chegou recentemente de Barcelona, e que, nesse dia, aguardava, em isolamento, pelos procedimentos do SNS24, nomeadamente a sua retirada do local para a realização dos testes médicos. «É importante que as pessoas entendam que o nosso hospital não tem capacidade para tratar o novo vírus e que o procedimento será sempre o de se acionar o SNS24», explica fonte do Hospital, garantindo que o único sintoma da paciente era «muita tosse».

Também o Mercado da Mealhada, que se realiza habitualmente aos sábados de manhã, ficará suspenso nas próximas três semanas. «Fico feliz se se vier a confirmar que todas estas medidas foram excessivas», realça João Peres, provedor da Misericórdia da Mealhada.

 

Mónica Sofia Lopes