Foi um sucesso o Programa de Ocupação de Tempos Livres “Aventuras nas Férias”, que a autarquia desenvolveu, nos meses de junho e julho, dando aos agregados familiares uma resposta para a ocupação dos tempos livres das suas crianças e jovens.

O projeto concretizou-se em dois programas distintos, consoante a faixa etária dos participantes. As crianças do primeiro e segundo ciclos – dos seis aos doze anos – frequentaram as instituições particulares de solidariedade social e associações que integram a Rede Social da Mealhada, sendo-lhes disponibilizadas oportunidades pedagógicas e lúdicas inovadoras. Os jovens – dos treze aos dezassete anos – participaram, apenas no mês de julho, num programa criado especificamente para eles, com atividades que passaram pelo desporto, lazer, voluntariado ou visitas de estudo.

“Gostei muito de participar. Conheci lugares onde nunca tinha ido, vi e aprendi coisas que não sabia, como por exemplo como se fazem os ovos moles de Aveiro”, refere David Pina, de quinze anos, da Quinta do Valongo.

Opinião semelhante têm Ana Rita e Rúben Gomes, de catorze e quinze anos. “Foi muito bom, muito interativo, aprendemos coisas novas,  fizemos novas amizades e convivemos uns com os outros em vez de estarmos em casa ao computador ou ao telemóvel. Para o ano voltamos, de certeza!”, afirmam.

Foi a primeira vez que o programa se realizou, nestes moldes, para os jovens dos treze aos dezassete anos. Semana a semana, os participantes tiveram atividades de lazer, cultura, arte, desporto ou formação cívica, áreas que procuram fomentar o desenvolvimento de competências pessoais e sociais em crianças e jovens, a promoção de atividades de lazer e de cultura diversificadas, bem como a orientação para contextos adequados de formação cívica e de crescimento pessoal. Tiveram passeios (Porto, Aveiro, Praia das Rocas), participaram num acampamento, fizeram atividades desportivas e múltiplas oficinas (olaria, pintura e música), foram à praia, tiveram aulas de surf, uma descida do rio, aulas de kenpo karaté.

A coordenação técnica e administrativa do programa esteve sob a responsabilidade do Gabinete Técnico do Setor de Ação Social, e a dinamização de atividades e acompanhamento diário dos jovens é assegurada por dois monitores e dois assistentes operacionais afetos ao Setor de Educação da CMM. Contou também com a participação de diversos parceiros locais, desde artesãos a escolas de dança ou de música, de escuteiros a escolas de atividade física.

 

Programa inclusivo

O programa para os mais novos resultou da análise e discussão em sede de Conselho Local de Ação Social da Mealhada. Sendo integradas numa Instituição Particular de Solidariedade Social ou associação, as crianças participaram em atividades nos diversos espaços municipais, como o Centro de Interpretação Ambiental, o Espaço Inovação Mealhada, a Piscina Municipal, a Biblioteca, o Arquivo Municipal, o Cineteatro Messias ou o Posto de Turismo, bem como em espaços de parceiros como a Escola Profissional Vasconcellos Lebre ou os Bombeiros Voluntários da Mealhada.  Este modelo encontrado para as crianças dos seis aos doze anos permitiu também a integração de um conjunto de crianças sinalizadas por questões sociais, de natureza financeira ou económica ou por razões de risco ou prevenção. “Estas crianças são integradas sem qualquer limitação ou restrição de qualquer espécie. Mas este programa é para todas as crianças, todas beneficiaram e é um bom exemplo de inclusão e de colaboração”, sublinha Nuno Canilho, Vereador da Ação Social.

Este modelo já havia sido seguido no verão de 2018 e nas férias de Natal de 2018, tendo já contado com a participação de mais de trezentas crianças.

 

Fonte: Município da Mealhada