As obras de recuperação da peça de arte sacra – Santo Elias – promovidas pela Fundação Luso, já se encontram concluídas e já é possível encontrar a peça de arte no altar-mor Convento de Santa Cruz do Bussaco.

O valor de acesso à exposição, patente no salão do Casino do Luso, sobre o Convento de Santa Cruz do Bussaco tinha como finalidade o restauro desta peça de arte em elevado estado de degradação, numa mostra sobre obras do século XVII ao século XIX ligadas à prática eremítica dos Carmelitas Descalços e à ação reformadora de Santa Teresa de Ávila, promovida pela Fundação Luso, com a Fundação Mata do Bussaco e a Direção Regional de Cultura do Centro.

As obras de restauro do Santo Elias iniciaram-se em outubro de 2018 e o investimento foi de 4.740 euros proveniente da receita gerada pelos visitantes da exposição (nos meses de verão de 2018).

A escultura do Profeta Santo Elias, datada do século XVII – XVIII e enquadrada no estilo da escultura barroca apresentava vários problemas de conservação e a intervenção realizada foi preferencialmente de conservação, tendo nas zonas mais degradadas sido realizados alguns restauros da policromia de modo a que não se perdesse a leitura da peça. Em suma, a intervenção realizada beneficiou a peça ao nível da imagem garantindo uma maior longevidade da mesma.

O processo de conservação e restauro foi levado a cabo pelo Laboratório de Conservação e Restauro do Mosteiro de Santa Clara a Velha, da Direção Regional da Cultura do Centro.

“É com grande orgulho que vemos a recuperação do Santo Elias, uma peça de arte com incomensurável valor cultural, histórico e patrimonial. Pretendemos continuar a promover iniciativas como esta que ajudam a conservar e restaurar peças de arte únicas e permitindo ao público participar na recuperação e conservação do espólio do Convento de Santa Cruz do Bussaco. Também a totalidade da receita da exposição agora presente no Casino do Luso será um momento distinto de recuperação de outra peça de arte do acervo do Convento de Santa Cruz do Bussaco”, sublinha Nuno Pinto de Magalhães, presidente da Fundação Luso.

 

Fonte: Fundação Bussaco