(Atualização da notícia as 23 horas de 11 de Abril de 2019)

Um documento, a pedir melhores condições na Escola Básica 2, 3 da Mealhada e com mais de cento e cinquenta assinaturas, entre pais, encarregados de educação e representantes de alunos, foi entregue na última reunião do executivo da Câmara Municipal. Na solicitação, entre outras coisas, os subscritores apelam “a que seja criado um espaço coberto para os alunos se abrigarem, bem como melhoramento nas instalações sanitárias”.

“Sentimos a escola um pouco abandonada e estamos a falar de necessidades básicas”, começou por dizer Iola Batista, uma das subscritoras do documento, acrescentando que, na referida instituição de ensino, “os miúdos vão à chuva para todo o lado”.

Rui Marqueiro, presidente do Município da Mealhada, admitiu que “quando as obras na Secundária da Mealhada estiverem terminadas, a Câmara pouco mais terá em se concentrar que não seja na EB2,3 da Mealhada”. “Fizemos uma averiguação e tínhamos a Escola Secundária como prioritária, uma obra que se fosse privada já tinha mandado o empreiteiro embora”, confessou o edil, garantindo que “os funcionários da Câmara já estiveram a fazer um levantamento das necessidades na EB2,3, que depois terão que ser entregues a uma entidade credível para a realização de um projeto”. “Mas isto pode durar um ano”, declarou o autarca, explicando que o Município não consegue fazer todas as obras que pretende “ao mesmo tempo”.

Iola Batista continuou: “Não estamos a pedir uma intervenção de fundo, o que não queremos é que os miúdos esperem pelo autocarro à chuva”. Uma declaração que levou o presidente da Autarquia a lamentar “não conseguirem assegurar a proteção da chuva integral”, nem fazer entrar “os autocarros dentro da escola”, relembrando, contudo, que há “telheiros no parque de estacionamento”. Abrigos que a representante da Associação de Pais afirma “não serem suficientes”.

Presente na reunião esteve outro signatário do documento que começou por pedir que “o estudo e a preparação da intervenção na EB2,3 comece antes das obras da Secundária terminarem”, apelando ser urgente existirem “abrigos e locais de acolhimento para as crianças”, assim como, alertou para “o estado degradado das casas de banho”. “São intervenções estruturais”, enfatizou, afirmando que “a reparação de torneiras não carece de nenhum estudo”. “Estamos a falar do fator manutenção de torneiras e canalização, elementos básicos e essenciais ao bom funcionamento da escola”, acrescentou.

“A informação que me chega aqui é que vão lá canalizadores quase todos os dias”, declarou Rui Marqueiro, lastimando não se conseguir controlar “os pontapés nas sanitas e o arrancar de canos e torneiras” por parte dos alunos. Comentário que levou Iola Batista a afirmar que “num espaço, com diferentes crianças, onde não existe nada para se divertirem ou estarem ocupados, o que acham que acabam por fazer?”, questionou.

Rui Marqueiro prometeu ainda “pedir uma visita ao diretor do Agrupamento” para ir, pessoalmente, ao local.

 

Mónica Sofia Lopes