A conhecida por todos, em Barcouço, como a “Casa da dona Esperança” foi reabilitada pela Junta de Freguesia e entregue, ao final da tarde do passado domingo (9 de dezembro), a quatro associações da freguesia. “Há nove anos que andamos de sala em sala… Hoje isso acaba!”, declarou Sara Veloso, do Grupo de Jovens de Barcouço, um dos movimentos associativos que recebeu a chave, da casa, das mãos do presidente da Junta.
Construída, pela população, em finais dos anos sessenta, num terreno também oferecido, a casa foi a habitação de um casal, ele professor, que “apoiaram crianças e jovens de muitas famílias na freguesia”. “Ficou sempre conhecida pela ‘casa da dona Esperança’”, referiu Rosa Batista, secretária da Junta de Freguesia de Barcouço, recordando “o grande apoio desta mulher ao seu marido e a todas as crianças”.
Depois de um período, de largos anos, na família do casal, já falecido, a casa retorna, em 2013, à Junta de Freguesia. “E sempre foi nossa intenção que o destino deste espaço fosse para os jovens da freguesia”, referiu João Duarte, presidente da Junta, explicando, ao «Bairrada Informação», que “houve um programa de recuperação da habitação, no qual a Junta investiu cerca de quinze mil euros e a Câmara da Mealhada, através do Orçamento Participativo, com cinco mil”. “As obras levaram o seu tempo a finalizar porque houve um esforço grande por parte da Junta para que isso acontecesse”, acrescentou o autarca.
No domingo, as chaves – uma da casa e outra de cada sala – foram entregues aos dirigentes do Grupo de Jovens de Barcouço, “que nunca tiveram uma sede”; à Associação Planalto, “que estava no primeiro andar da sede da Junta, um espaço afetado pela tempestade Leslie”; o Clube de Caça e Pesca; e a Associação Desportiva, “cujos resultados na modalidade de BTT têm sido excelentes e levado o nome de Barcouço a todo o país”.
Em representação das quatro associações, Sara Veloso, do Grupo de Jovens de Barcouço, referiu que a associação da qual faz parte existe há nove anos, “feitos” no passado dia 5 de outubro. “Desconhecemos o que é ter uma sede porque andámos sempre de sala em sala…. Hoje isso acaba!”, referiu, agradecendo o trabalho da última década, “só possível com a ajuda de pais, sócios e simpatizantes”.
E do mesmo Grupo, também Joana Batista, sua mentora, enalteceu o facto de se estar “a contribuir para o movimento associativo, bem como para o bem-estar da população, em Barcouço”.
Palavras corroboradas pelo presidente da Junta que, ao nosso jornal, disse que a casa “poderá também servir de alojamento em caso de catástrofe”, uma medida prevista no protocolo com cada associação, uma vez que a habitação está munida do essencial: “cozinha e acesso sanitário”.
A partir do passado domingo, a manutenção e conservação da casa, denominada de “Dona Esperança”, é da responsabilidade das quatro associações, ficando a cargo da Junta as despesas com água e luz.
Mónica Sofia Lopes






















