Comida crua, sem sabor, muitas vezes fria e de quantidades reduzidas são as principais queixas dos alunos que almoçam na Cantina que dá resposta às Escolas Básica 2,3 e Secundária da Mealhada. Em dois meses, cerca de duas dezenas de progenitores já manifestaram desagrado pela situação à Associação Pais e Encarregados Educação da Mealhada.
O assunto não é novo e alguns pais aproveitam as redes sociais para fazerem circular os seus lamentos. Há duas semanas, aquando de uma reunião de controlo do contrato interadministrativo, realizada na Câmara da Mealhada, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) fez-se representar e o assunto foi abordado, na presença do diretor do Agrupamento de Escolas da Mealhada. Nessa altura, a representante da DGEstE, sugeriu que as reclamações sejam feitas pela direção da escola na plataforma da internet destinada para o efeito.
RECORRA – Registo Eletrónico de Controlo de Refeições em Refeitórios Adjudicados – é o espaço que os responsáveis pelo Agrupamento devem utilizar perante esta situação. Mas para isso é também preciso que aos órgãos diretivos cheguem as ditas reclamações por escrito. “Os desagrados que nos chegam são feitos verbalmente e de forma informal. É necessário que nos cheguem por escrito através do email associacao.paisee@aemealhada.pt, para que os possamos repassar”, referiu-nos fonte da direção da Associação Pais e Encarregados Educação da Mealhada, entidade que, na tarde da passada segunda-feira (dia 19 de novembro), abordou o assunto na reunião mensal que teve com o diretor do Agrupamento.

Quantidade, qualidade e comida fria são as principais queixas que chegam à Associação. “Estamos a par da situação, preocupados e a trabalhar em conjunto com a direção do Agrupamento para solucionarmos o problema”, referiu a mesma fonte.
Atualmente, a empresa que presta serviço na Cantina das Escolas Básica 2,3 e Secundária da Mealhada, desde o dia 1 de agosto de 2017, chama-se ICA – Indústria e Comércio Alimentar S.A. – e tem contrato de prestações de serviço, com a DGEstE, até 31 de agosto de 2020.
“Em outros anos, parece que havia uma espécie de ‘auditoria’ por parte de uma funcionária da Câmara, mas este ano a empresa não quis essa presença”, adiantou fonte da Associação de Pais. Uma declaração corroborada por Guilherme Duarte, vice-presidente da autarquia mealhadense e responsável pelo setor da Educação, que, ao «Bairrada Informação», adiantou que “este ano, quando a funcionária municipal teve o mesmo procedimento, foi questionada por estar num local onde não tinha legitimidade para o fazer”.
Na reunião que se realizou nos Paços do Concelho, a 7 de novembro, e uma vez que as refeições do Pré-escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico, que são da responsabilidade da Câmara, têm “aval” positivo por parte dos principais agentes, Guilherme Duarte mostrou disponibilidade para que a autarquia possa também vir a assumir a gestão dos almoços na Cantina da EB2,3 da Mealhada. Uma medida que, segundo a representante da DGEstE, pode ser validada, tendo essa intenção que ser manifestada ao Ministério da Educação, sugerindo, contudo, que a mudança, a acontecer, seja somente no próximo ano letivo.
O «Bairrada Informação» tentou, nas manhãs de 19 e 20 de novembro, contactar, por diversas vezes, o diretor do Agrupamento, para o número de telefone direto da direção disponível no site do dito Agrupamento, mas nunca o conseguimos. Acabamos por deixar um pedido de retorno das nossas chamadas, através dos serviços administrativos, ao início da tarde de ontem, o que também não aconteceu, até ao final da tarde de hoje (21 de novembro).
O mesmo fizemos com a ICA – Indústria e Comércio Alimentar S.A., que, apesar de nos ter atendido, pediu que enviássemos um email, que enviámos, esta terça-feira, pelas 12h 15m, mas que, até ao momento, não obtivemos qualquer resposta.
Mónica Sofia Lopes























