As temperaturas estão baixas e a Autoridade Nacional da Proteção Civil alerta para o “Tempo Frio”, mas a realidade é que, por exemplo, nos últimos três dias, os Bombeiros Voluntários de Anadia foram acionados para oito ocorrências referentes a queimas e queimadas. Só esta quinta-feira, dia 8 de fevereiro, das 12h às 14 horas, “foram cinco, todas em locais distintos”.

O facto está a fazer com que agentes da Guarda Nacional Republicana estejam a proceder a ações de sensibilização em algumas localidades e a apelarem “para que as pessoas, em caso de dúvida, os questionem, quando os virem, ou recorram ao apoio da câmaras municipais e/ou juntas de freguesia”.

Ana Matias, comandante da corporação Anadia, explica que “no caso de queimas, que são sobrantes de exploração agrícola ou florestais, cortados e amontoados, as pessoas não devem abandonar o local e devem permanecer vigilantes, se possível com água por perto”. “Caso seja necessário controlar a mesma, devem ainda executar uma faixa limpa de vegetação à volta, entre outras regras, nomeadamente a de acautelar o espaço para que nada nas redondezas seja atingido”, acrescenta, sugerindo que “os montes sejam pequenos para demorar menos tempo e ser tudo mais cauteloso”.

27947027_10212571293291954_1259299241_oJá no caso das “queimadas para renovação de pastagens, eliminação de restolho e, ainda, para eliminar sobrantes de exploração agrícola ou florestal em terreno – que estão cortados, em linha e não amontoados – deve ser solicitada a devida  licença pelas câmaras ou pelas juntas de freguesia se tiverem delegação de competências”. “Aqui deverão constar todas as regras e procedimentos a acautelar, porque estamos a falar de casos em que arde livremente”, explica ainda Ana Matias.

Para a comandante dos Bombeiros de Anadia, “tudo isto pode ser feito porque ainda não estamos em período crítico”, contudo, e dado que o risco de incêndio florestal se altera, deixa a sugestão para que “a informação necessária, sobre este assunto, seja consultada junto das autoridades”. E recorda “o tempo está frio, mas não chove, o que faz com que a propagação seja sempre possível”.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes