“A ação política” pelo facto de Nuno Canilho ser vereador na Câmara da Mealhada, mas também vice-provedor da Misericórdia da Mealhada e presidente dos Bombeiros da Mealhada foi questionada por Luís Brandão, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada” que agrega o Partido Social Democrata (PSD), Partido Popular (CDS/PP), Partido da Terra (MPT) e Partido Popular Monárquico (PPM) -, na sessão da Assembleia Municipal de 28 de dezembro.

“Não questiono a legalidade, mas sim a ação política. Pode haver comentários, suspeitas,…”, referiu o deputado municipal, dizendo “poder estar em causa o apoio a outras Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho, bem como a outra corporação dos Bombeiros”.

Rui Marqueiro, presidente da autarquia, foi peremtório na resposta: “Os senhores vereadores têm pelouros, mas não têm delegações de competências. O senhor vereador Nuno Canilho pode propor, mas não pode proceder aos despachos”.

Para além disso, enfatiza o edil, “os subsídios disponibilizados são da competência do executivo camarário. O presidente não os atribui sozinho, portanto, o senhor vereador terá a possibilidade de votar ou não, se assim entender”.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografia de José Moura