Os deputados da Assembleia Municipal de Anadia aprovaram por maioria, com vinte e nove votos favoráveis e a abstenção do presidente da Junta de Freguesia de Avelãs de Caminho, “a proposta de acordo a celebrar entre o Município de Anadia e a Freguesia de Vilarinho do Bairro” para “requalificação do Mercado de Vilarinho do Bairro”. A obra, num edifício com vinte e cinco anos, prevê um apoio camarário de quinhentos mil euros em 2017 e de quarenta e cinco mil em 2018.
O assunto foi questionado por Sidónio Simões, do CDS, que considera que “dar, assim, de mão beijada pode não vir a correr bem”. “Se fosse presidente de uma outra Junta ia questionar este valor avultado”, disse ainda.
Valor que acabou mesmo por ser questionado por César Andrade, presidente da Junta de Freguesia de Avelãs de Caminho. “Em doze anos pergunto que investimento se fez na ‘minha’ freguesia? Sinto-me prejudicado, porque quando peço alguma coisa, nunca há dinheiro!”, lamentou o autarca.
Mas Teresa Cardoso, presidente da Câmara de Anadia, garantiu, no imediato: “Avelãs de Caminho foi a primeira freguesia a ter rede de saneamento. Bem sei que isso não é visível…Está debaixo da terra, mas é obra, é investimento”.
“O mercado é um importante para o nosso concelho. É um local onde muitos munícipes vão e que acontece semanalmente”, disse ainda a edil, relembrando os investimentos em outras freguesias, tais como, “Velódromo de Sangalhos, para onde foram quinze milhões de euros, e requalificação da Curia, por exemplo”.
José Manuel Carvalho, líder da bancada social democrata, congratulou a obra. “Esta é uma forma dos próprios produtores locais terem oportunidade de escoar os seus produtos”, disse o deputado, que considera que é também uma alavanca para o “desenvolvimento económico”.
Da mesma bancada, Henrique Fidalgo declarou: “Esta obra é muito útil e necessária, mas peca por ser tardia, até porque o número de feirantes diminuiu muito nos últimos anos”.
Uma obra que o presidente da Junta de Vilarinho do Bairro apelou para que fosse aprovada “uma vez que a Junta de Freguesia, sozinha, não consegue ter verbas para isso”.























