O limite de velocidade de trinta quilómetros por hora sinalizado no Pontão da Pampilhosa, que se situa junto ao Campo Municipal Carlos Duarte, segundo Hugo Alves Silva, vereador na Câmara Municipal pela coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, alarma a população que por lá passa diariamente. O assunto foi “discutido” no período antes da ordem do dia na reunião da autarquia, que se realizou na manhã do dia 17 de janeiro, mas Rui Marqueiro, seu presidente, declarou que “a sinalização está ali por uma preocupação extrema com as velocidades de condução e não pelo perigo de problema na infraestrutura, porque na realidade não o há”.
O assunto foi destacado pela primeira vez na imprensa em 2013, ainda no mandato de Carlos Cabral, tendo sido, aliás, o agora ex autarca a trazer o “problema” à discussão. No relatório da Divisão de Administração e Conservação do Território da Câmara da Mealhada, dessa altura, pode ler-se que “só com a realização de novos estudos e ensaios, mais profundos, incluindo um estudo geotécnico que permita uma avaliação do estado das fundações, bem como da sua capacidade resistente, à luz das exigências de tráfego atuais, será possível avaliar se o seu estado de degradação constitui, ou não, perigo para a circulação viária e pedonal”.
Um parecer pedido à IteCons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade -, que agora Hugo Silva quer conhecer e analisar e que Rui Marqueiro explica: “A história d
aquela ponte é muito triste. ‘Ela’ foi copiada de outro projeto que não era para aquele local. E o que acontece ali é simples. A ponte tem um espigões, uns apoios e não há certeza do material que lá está porque não está descrito em obra. Logo, como não se sabe terá que se levantar aquela estrutura, ou seja, todo o tabuleiro. A obra vai ser difícil porque vai afectar o tratamento dos comboios (uma vez que a ponte está situada por cima da linha ferroviária da Pampilhosa)”.
“Esta obra vai custar uma fortuna. Não é que não se faça, mas como não há perigo… Nunca mandei retirar as placas de moderação de velocidade porque os condutores entravam ali a grande velocidade e quando há chuva, pode ser uma tragédia”, disse ainda Rui Marqueiro.
Hugo Silva insistiu na ideia que deve ser dada uma explicação à população “para que não sirva de alarmismo para uma situação que não existe”.























