Dezenas de alunos foram distinguidos, na tarde do passado dia 31 de setembro, na cerimónia do Prémio Cidadania na Educação no Concelho da Mealhada, uma distinção que abrange diversas áreas, nomeadamente de cidadania, científica, desportiva, artística e cultural. Foram também atribuídos dois Prémios de Mérito Académico.

Alunos do Agrupamento de Escolas da Mealhada e da Escola Profissional Vasconcellos Lebre não tiveram mãos a medir com tantas distinções. Assim, no que toca ao Prémio Mérito Cívico, um grupo de alunos da Secundária da Mealhada foi galardoado com Humanidade e Solidariedade por um projeto de animação que levaram a cabo no Lar Canôva Ribeiro da Santa Casa da Misericórdia. «Foi muito bom lá estar. Fizemos piadas, cantamos e preparamos jogos com os idosos, que nos receberam muito bem e ficaram felizes com esta atividade», referiu José Godinho, que a par dos restantes colegas receberam, cada um, uma entrada para o Wondersense Museum, no Porto, e outra para a Convenção Soul Fitness, em Luso, que se realiza no final do mês de outubro.

Na categoria Empreendedorismo, Tomás Rodrigues, criador de conteúdos, influenciador digital e ex-aluno da EPVL, arrecadou a distinção – um voucher para equipamento digital – com o «reality show» que criou no seu concelho de origem em Mortágua «Eu vivo na aldeia, é claro que… isto é um reality!». «Foi uma professora minha da EPVL que me inscreveu e fui surpreendido quando me ligaram a dizer que vinha receber um prémio», disse o jovem, que conta com milhares de seguidores nas suas redes sociais.

No que toca ao Desporto, Saúde e Bem-estar foram premiadas alunas do Agrupamento de Escolas da Mealhada, que em prol da equipa sub-14 feminina de basquetebol do Centro Recreativo de Antes atingiram o terceiro lugar na Taça Distrital da 2.ª divisão da Associação de Basquetebol de Aveiro. O prémio foi usufruído no verão, com um dia em Rio Maior no estágio da seleção nacional de feminina de basquetebol. «Foi uma experiência incrível e as atletas foram muito acolhedoras. Inspiramo-nos muito naquele dia», disse a atleta e aluna Lia.

O Prémio na Arte e Cultura foi arrecadado por 49 alunos do Centro Escolar de Luso, que deram um concerto solidário «aproximando diferentes gerações» e que reverteu a favor do Centro Social Melo Pimenta. Cada aluno recebeu um voucher para usufruir num dos espetáculos do Cineteatro Messias, podendo ser levados dois acompanhantes por bilhete.

Bruna Marques e Emelin Moreira, alunas da EPVL, foram premiadas na categoria Ambiente pela pintura de um mural, com o desenho de um compostor, no programa Eco-escolas, recebendo também dois vouchers para o Wondersense Museum. Rodrigo Ferreira, aluno da EB2 da Mealhada, foi o premiado com a Resiliência e Superação, após um ano letivo difícil em que um atropelamento o impediu de ir às aulas, só retomando online a meio do segundo período e só mais tarde presencial. «Tive muito apoio no hospital, em casa e na escola», disse o jovem, que irá passar um dia inteiro com a equipa de futsal (modalidade que praticou) do Sport Lisboa e Benfica.

O Prémio de Mérito Académico – que distingue o aluno com média aritmética mais elevada da classificação interna cumulativa do 10.º e 11.º anos de escolaridade, ou equivalentes, de cada estabelecimento de ensino e formação do concelho da Mealhada – foi entregue a Santiago Bonifácio Ramos, aluno da Secundária da Mealhada com média de 20 valores que o fez entrar em Medicina e proporcionou uma passagem na Academia de Verão da Universidade de Aveiro; e Catarina Gomes Alves, da EPVL com média de 18 valores, que teve uma experiência na Academia de Verão da Universidade de Coimbra.

 

«Ser boa pessoa é uma conquista para a vida», enaltece autarca

«Hoje distinguimos alunos que sabem que a escola não serve só para aprender mais, mas também o local para serem bons colegas e praticarem boas atitudes», referiu o presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, defendendo que «ter boas notas é motivo de orgulho, ser boa pessoa é uma conquista para a vida».

«São as pequenas escolhas que todos os dias fazem a diferença. Daqui a alguns anos não se vão lembrar das notas, mas as pessoas não se esquecem do que fizeram por elas», enfatizou ainda o edil.

 

Mónica Sofia Lopes