O Município da Mealhada está a estudar a possibilidade das duas corporações do concelho – a da Mealhada e a da Pampilhosa – terem mais uma Equipa de Intervenção Permanente, cada uma, em funções nas respetivas Associações Humanitárias. «Tal como as já existentes, os custos serão repartidos entre a Câmara Municipal e a Autoridade Nacional da Proteção Civil, ficando o Município com um encargo anual de 75 mil euros, referente às novas equipas», explicou, na última reunião do executivo, Rui Marqueiro, presidente da Autarquia.

«Estas EIP são equipas profissionais de cinco elementos cada uma, existindo no concelho da Mealhada há já algum tempo. Agora está a dar-se a oportunidade de se ter uma segunda equipa», declarou Nuno Canilho, vereador na autarquia, explicando que estas equipas são constituídas «por bombeiros voluntários, que se candidatam e passam a ser profissionais».

«Na corporação da Mealhada, por exemplo, a equipa existente trabalha das 9h00 às 17h00, que é quando os voluntários estão nos seus empregos. A equipa que poderá agora surgir passará para o horário imediatamente a seguir, o que fará com as corporações passem somente a ser asseguradas por voluntários durante oito horas, no período noturno. Das 9h00 à 1h00 da manhã estarão ao serviço bombeiros profissionais que, contudo, terão também que fazer voluntariado na corporação», continuou Nuno Canilho, garantindo que «em todo o distrito de Aveiro, a Mealhada é o município que mais bombeiros tem no rácio com a população».

Para Rui Marqueiro «o custo-benefício justifica o esforço por parte do Município». «Agora pediremos parecer à ANPC para que o processo possa avançar, já que ambas as corporações concordam com isto e a Comandante Operacional Distrital das Operações de Socorro (CODIS) de Aveiro também é favorável», acrescentou ainda.

Na mesma reunião foram também analisadas algumas propostas de toponímia, que vão ser apresentadas às respetivas Juntas de Freguesia, nomeadamente a mudança da Rua Dr. Manuel de Oliveira Andrade de um caminho na Urbanização Quinta dos Coutos para uma Rua do Jardim, na Mealhada. Relativamente à Rua Prof. Manuel Almeida dos Santos, o executivo propõe que a homenagem fique na Avenida das Escolas, desde a rotunda junto às instituições de ensino até à fonte de Sernadelo, localidade «de onde o professor Santos dizia sempre que era», referiu Nuno Canilho.

O executivo propõe ainda que sejam criadas a Rua João da Cruz Mamede em Casal Comba, a Rua Alípio de Jesus Delfim na Silvã e a Rua Osvaldo Simões Godinho na Vimieira. «Faço a proposta, mas a ideia foi-me suscitada por algumas pessoas de Casal Comba», disse Nuno Canilho, acrescentando que os nomes sugeridos se referem «a três soldados falecidos na Guerra Colonial» e que homenagens idênticas já existem no Luso e na Vacariça. «No fundo pretende-se dar a mesma dignidade aos três, dando os seus nomes a ruas onde moraram até irem para a Guerra Colonial e onde familiares continuaram a viver».

Sónia Branquinho, da coligação «Juntos pelo Concelho da Mealhada», sugeriu que, «aproveitando o tema da toponímia, se pudesse pensar em homenagear da mesma forma bombeiros do concelho falecidos ao serviço das corporações».

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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