Há cada vez mais amantes de gatos em Portugal, de tal forma que quase sete em dez tutores de gatos os consideram um elemento fundamental da sua família. No entanto, ainda existem algumas barreiras para cuidar destes felinos: apenas 40% dos gatos fazem um acompanhamento regular com o seu médico veterinário, em comparação com 60% dos cães. No âmbito do Dia Internacional do Gato, a Royal Canin, empresa de referência na alimentação para cães e gatos, reforça a importância de levar os animais de estimação com regularidade ao médico veterinário, contribuindo assim para a prevenção e deteção precoce de qualquer problema de saúde do animal de estimação.

O aconselhamento do médico veterinário é fundamental nos momentos-chave da vida dos animais de estimação, desde pequenos até à sua idade avançada. Este é um aspeto bastante relevante no caso dos gatos, uma vez que estes animais são considerados os “mestres do disfarce”, não mostrando sinais clínicos de uma possível doença até a patologia estar já muito avançada. 51% dos inquiridos respondeu que consulta o médico veterinário1, em detrimento de outras fontes como a internet, os amigos ou familiares na hora de esclarecer dúvidas sobre a educação, saúde e alimentação do animal.

“Os check-ups regulares são a única forma de garantir a saúde e o bem-estar dos nossos gatos. Por meio da prevenção e deteção precoce, conseguimos diminuir o impacto de uma possível doença”, afirma Thierry Correia, médico veterinário da Royal Canin. Contudo, dados mostram que 50% dos tutores não levam seus gatos ao médico veterinário.

Esta mensagem ganha uma maior importância tendo em consideração que 74% dos tutores portugueses de gatos consideram não precisar de nenhum tipo de preparação antes de acolher um gato em casa, de acordo com o estudo Royal Canin “Os Primeiros Momentos com um animal de estimação”, realizado em abril deste ano em Portugal e cujos dados foram conhecidos em julho.

Apesar de a maioria dos tutores de gatos (55%) considerarem não ter cometido nenhum erro quando o gato chegou a sua casa, 13% dos inquiridos admitiram ter falhado no que toca à educação, 10% pensam ter cometido algum erro em relação à saúde do animal.

Neste sentido, a recomendação dos especialistas da Royal Canin é clara: deve ser feito uma consulta de rotina pelo menos uma vez por ano, passando a duas vezes ao ano quando o felino atinge a meia-idade. É crucial que o profissional de saúde oriente o tutor em tudo o que se refere à alimentação, cuidado ou educação do animal de estimação, além da importância de ter acompanhamento ao longo da sua vida.

Apesar de 55% dos tutores de gatos considerarem o médico veterinário um aliado fundamental para garantir o bem-estar do seu animal, 66% dos tutores de gatos afirmam que iriam ao médico veterinário com mais frequência se este processo fosse mais fácil. Sendo que o principal motivo pelo qual decidem não levar o seu gato ao médico veterinário é por acreditarem o problema do gato vai acabar por se resolver (38%). Além disso, 22% indicou também que a visita ao médico veterinário transtorna bastante o seu animal de estimação.

 

 

Imagem: TeamK (https://pixabay.com/pt)