A integração de quatro pessoas na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Anadia, aprovada na última Assembleia Municipal de Anadia, mereceu alguma contestação por parte dos eleitos do PSD, PCP e CDS que reivindicaram a ausência de informação sobre o tema. Por outro lado, a bancada do «Movimento Independente Anadia Primeiro» garante que o «espalhafato» só põe em causa «a honestidade profissional de quatro pessoas, à custa de não terem sido outras bancadas a propor». «Tiveram todo o tempo do mundo para apresentarem propostas», referiu o deputado municipal Luís Santos.

A indicação das quatro pessoas para a CPCJ de Anadia partiu de Luís Santos, da bancada do MIAP, na Assembleia Municipal de Anadia, que se realizou a 26 de fevereiro, e foi transmitida via online. «Tivemos o cuidado de perceber se estas quatro pessoas da comissão alargada faziam o seu trabalho e a partir daí fizemos o nosso», refutou.

Mas para Tiago Castelo Branco, do PSD, «não se pode chegar aqui, dizer quatro pessoas e pronto. Também já apresentei pessoas, mas com o respetivo currículo». «Se as pessoas que estão indicadas já fazem parte da comissão alargada, como é que o sabemos se a informação não nos é dada? E como sabemos se já esgotaram a limitação de mandatos ou se alguém está a cometer alguma ilegalidade?», questionou ainda, sublinhando que «a lei diz que têm que ser quatro pessoas que têm que intervir na área das crianças e jovens que estão em risco».

Em resposta, Luís Santos afirmou: «O jogo das palavras é sempre o jogo das palavras. Durante quatro anos não se quis saber quem eram estas pessoas. Agora, fala-se mal, mas não se propõe lista nenhuma». «Estas pessoas estão a ser reconduzidas e pensadas pelas suas capacidades. Estamos a falar de um enfermeiro; de uma educadora de infância, com funções na era pedagógica; de uma professora, também com funções pedagógicas; e de uma senhora aposentada, que faz parte da Universidade Sénior da Curia e que teve um cargo de relevância na Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Anadia», defendeu.

Mas para o PCP não estão em causa «os proponentes, nem as pessoas e o trabalho que realizaram», mas sim «a questão do procedimento». «Esperávamos que nos fosse enviada alguma informação. Há falta de um relatório», disse Rui Bastos, corroborado por Sandra Silva, do CDS, que afirmou sentir «estranheza por não se ter tido conhecimento prévio da identidade das pessoas», agradecendo, contudo, «a informação prestada durante a sessão».

A eleição dos quatro cidadãos foi aprovada com 27 votos a favor, um contra e dois votos em branco.

 

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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