O centenário da Filarmónica Lyra Barcoucense 10 de Agosto, de Barcouço, no concelho da Mealhada, assinala-se este fim-de-semana, com o epicentro festivo a acontecer na noite deste sábado, onde se prevê que estejam centenas de pessoas.

A festa começa com uma receção às Bandas, pelas 18 horas, seguindo-se um jantar convívio, no Jardim Público da localidade, junto à Igreja, onde estarão cerca de duzentas e cinquenta pessoas entre músicos e ex-músicos, sócios da associação e órgãos sociais, amigos, entidades oficiais e dirigentes de todas as associações da freguesia.

Pelas 20h 30m dar-se-á a inauguração do Coreto, uma obra, que simboliza os cem anos da Filarmónica e que esteve a cargo da Junta de Freguesia, com o apoio monetário da Câmara Municipal da Mealhada.

Segue-se ainda uma arruada, pelas três principais vias da localidade até à sede da Filarmónica Barcoucense, onde, pelas 21h 30m, decorrerá um concerto das Bandas Filarmónicas Santanense (de Alhadas, Figueira da Foz), de Ceira e a anfitriã, Lyra Barcoucense.

No dia seguinte, domingo, 11 de agosto, a missa está marcada para as 9 horas, havendo no final uma romagem ao Cemitério em memória dos músicos e sócios falecidos. Ali, num sítio central, será também inaugurado um monumento de homenagem aos elementos da associação já falecidos.

“Cem anos é uma data marcante e um orgulho para qualquer associação”, enalteceu António Jorge, secretário da direcção da Filarmónica Barcoucense, garantindo ser “a associação cultural mais antiga da freguesia e das mais antigas no concelho da Mealhada”.

“Sentimo-nos hoje orgulhosos de ver músicos e maestros profissionais que iniciaram o seu percurso na nossa escola de música”, referiu ainda o dirigente, que conta que a noite de amanhã traga ao evento “uma grande adesão por parte da população”.

A Filarmónica Lyra Barcoucense 10 de Agosto conta atualmente com quarenta músicos que fazem face às diversas vertentes da associação: a Filarmónica que participa essencialmente em festas religiosas, populares e romarias; a Orquestra Ligeira que toca música popular portuguesa e internacional e é mais adequada para concertos; a Orquestra Juvenil onde tocam os músicos mais jovens da Filarmónica e alguns da Escola de Música; e ainda uma Orquestra que faz face às celebrações religiosas.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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