A segurança dos funcionários municipais da Mealhada, especificamente dos que tratam da limpeza das vias, foi, na passada segunda-feira, dia 22 de julho, levada à reunião do executivo mealhadense pelos vereadores da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”. Uma preocupação corroborada por Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, que garante que os colaboradores “têm todos os meios para fazerem o seu trabalho em segurança”.

“Perante o tráfego da nossa Nacional, não vejo os trabalhadores em segurança e nem sinalizados”, declarou Hugo Silva, vereador da oposição, referindo-se, concretamente, aos que realizam a limpeza e corte de ervas junto ao Itinerário Complementar 2 (antiga Estrada Nacional n.º 1 que atravessa o concelho da Mealhada).

“Eles têm sinais para usar e muitas vezes vejo-os sem luvas e máscara na cara”, declarou Rui Marqueiro, lamentando “não se conseguir estar sempre junto deles” e que “nada se resolveria com processos disciplinares”. O autarca adiantou ainda que “já houve um, dois incidentes sem gravidade” e que os avisos, “para o facto de um dia se puderem ferir com gravidade, por exemplo num olho, são inúmeros”.

Também Adérito Duarte, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, referiu um episódio que testemunhou, recentemente, “em que os funcionários estavam equipados e agarrados ao taipal, mas quando um camião passou, tudo abanou com muita intensidade”.

Na mesma reunião, Hugo Silva referiu ainda existir “falta de transparência na condução e gestão da Fundação Bussaco”, exemplificando que “há contratos públicos de 2015, que só agora (em 2019) foram publicados no portal da  Inspeção-Geral de Finança”.

Sobre este assunto, e questionado pelo nosso jornal, António Gravato, presidente da Fundação, garante que “os relatórios de atividades e contas são públicos e aprovados pelos Ministérios” que tutelam a entidade, depois de auditados “por um auditor independente”, lamentando ainda que “as guerras políticas não deixem ver o que de bom se faz no Bussaco”.

 

Mónica Sofia Lopes