A Conferência de Farmacovigilância em Oncologia (Pharm+V) traz a Portugal cerca de duzentos profissionais ligados ao sector da saúde para debater a segurança durante as atividades realizadas durante o ciclo de vida dos medicamentos utilizados em Oncologia.

Programa disponível em http://pharmplusv.com/

 

A Farmacovigilância não só é fundamental para uma utilização mais segura e eficaz dos medicamentos, como constitui uma importante ferramenta de investigação de novas terapêuticas. O aumento do número de notificações de efeitos adversos, associados ao uso de medicamentos, tem sido fundamental para que a informação detida pelos investigadores e profissionais de saúde possibilite o estudo de  medicamentos inovadores, capazes de  prolongar a vida dos doentes e introduzir melhorias na sua qualidade de vida. Esta é uma das conclusões do primeiro dia de um encontro que reúne em Coimbra profissionais de toda a Europa para participar no Pharm+V – Conferência de Farmacovigilância em Oncologia.

Segundo Maria Filomena Botelho, Professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e coordenadora do projeto ONCONET SUDOE em Portugal «para que os doentes tenham acesso às melhores soluções terapêuticas é fundamental detetar, avaliar e compreender como prevenir os efeitos adversos ou qualquer problema relacionado com medicamentos. Sabemos que nos últimos anos os novos medicamentos trouxeram anos de vida saudável, menos mortes, um aumento da esperança de vida e melhor qualidade de vida para os doentes e cuidadores. No entanto, apesar do esforço para reduzir os efeitos adversos através de opções de tratamento mais eficazes, a verdade é que não podemos dizer que nenhum medicamento é 100% seguro para todos os doentes, em todas as condições. É por este motivo que vigiar e notificar os efeitos adversos é fundamental».

Para a organização, este é um encontro que colocará em destaque os processos de farmacovigilância, com divulgação das atividades realizadas durante todo o ciclo de vida dos medicamentos usados ​​em Oncologia, que vão desde a investigação e desenvolvimento, passando pela prática clínica, os aspetos legais, regulamentares e éticos, a monitorização da segurança, bem como o impacto clínico, social e económico das reações adversas. O segundo dia será marcado pela apresentação dos resultados de um inquérito realizado pela rede ONCONET SUDOE sobre práticas de Farmacovigilância em Portugal,  Espanha e França e por uma discussão aberta sobre como lidar com as reações adversas dos medicamentos.

Liderado em Portugal pela Universidade de Coimbra, o projeto europeu ONCONET SUDOE – Rede Europeia de Cooperação em Oncologia, tem como principal objetivo criar uma área de cooperação em Oncologia, colocando em contacto centros de investigação, universidades, unidades de saúde e empresas de Portugal, Espanha e França. O projeto foi cofinanciado pelo Programa Interreg Sudoe através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). A realização do Pharm+V – Conferência de Farmacovigilância em Oncologia conta ainda com o apoio do AIBILI, através da Unidade de Farmacovigilância de Coimbra, e do INOV C. A Unidade de Farmacovigilância de Coimbra é uma Unidade Regional do Sistema Nacional de Farmacovigilância apoiada pela Autoridade Nacional de Medicamentos e Produtos de Saúde (INFARMED, IP). O INOV C é um projeto estratégico cofinanciado pelo Centro 2020 através do FEDER com o objetivo de consolidar a Região Centro enquanto referência nacional na criação de produtos e serviços resultantes de atividades de Investigação & Desenvolvimento.

 

Fonte: Multicom Comunicação