Levanto inquieto e com muito peso no meu tronco.

Saí sem sentido, muito menos foco.

Andei, andei tanto que nem sabia por onde devia ir,

Mas segui em frente de cabeça erguida, passo ao passo.

 

Quando pensava que estava perdido no meu destino incerto,

Encontrei o mar que me perguntou: – onde é que queres ir?

E eu perturbada, cansada e com vontade de encontrar o fado certo,

Respondi sem hesitar: – estou a procura do infinito do mar.

 

O mar, todo calmo e em silêncio, de repente agitou-se e gritou:

– Estou aqui a tua frente, a dar-te o ar puro que tanto procuras.

Com as minhas ondas gigantes, vista maravilhosa,

Posso-te dar tudo o que queres, mas o meu infinito não.

 

E eu de tudo que quero e procuro é o meu mar! E digo-te:

– És o meu ilimitado e de ti quero o que me possas dar,

O SILÊNCIO que transmites até ao barulho suave que revelas,

Tudo, quero tudo até o EQUILÍBRIO que se faz notar entre nós.

 

Afinal tenho rumo, encontrei o que tanto busco.

Sem ti não me encontro, perco os pés e fico torta.

Se não for tanto para mim (Terra) e nem tanto para ti (Mar)

Seremos felizes para sempre e mais um dia.

 

Mamadu Alimo

Estudante de sociologia na universidade do Algarve

Antigo aluno de Técnico de Restauração, Cozinha e Pastelaria na EPVL Djaló