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O sucesso da primeira edição faz com que o Festival de Jazz na Mealhada se volte a repetir nos dias 7 e 8 de setembro. O evento, que mantém as entradas gratuitas, está ainda mais internacional e muda-se da Quinta da Nora para o Jardim Municipal da Mealhada.

O 2.º Festival de Jazz da Mealhada recebe músicos do Brasil, França, Ucrânia e Portugal. Marcelo dos Reis, Blubell, Karlos Rotsen, Synesthesia Sextet (a 7 de setembro) e Fanny Roz, Léo Middea, Susana China e Orquestra Smooth (a 8 de Setembro) farão as delícias dos “amantes” de jazz. Um festival gratuito que conta com o apoio mecenático do Rei dos Leitões, ficando a cargo das Associações Escolíadas e Motivos Alternativos, respectivamente, as partes técnicas e artística.

Um evento que pretende, acima de tudo, “dar a possibilidade aos munícipes de assistir a um tipo de música diferente”. “A cultura é sempre o parente pobre dos orçamentos, seja referente ao Estado, seja no das Câmaras Municipais. Na Mealhada estamos a tentar aumentar a oferta e melhorá-la, como é o caso deste segundo evento”, começou por dizer Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, na conferência de imprensa, que se realizou na manhã de ontem (3 de agosto).

Um cartaz que segundo Pedro Seixas, da Associação Motivos Alternativos, “subiu um bocadinho o nível em relação ao do ano passado”, que, garante, “foi muito bom”. “Os músicos elogiaram muito o evento e o espaço agradou bastante!”, disse também o autarca, afirmando que este tipo de eventos “habitua as pessoas a gostarem de coisas e música diferentes!”. “Os músicos da jazz são muito criativos e improvisam bastante. É giro de se ver e ouvir!”, elogiou.

Em 2018 o MeaJazz continua a contar com o apoio mecenas do restaurante Rei dos Leitões. “É com imenso orgulho que contribuímos para a realização deste festival”, enalteceu António Paulo Rodrigues, elogiando “o elenco da Câmara Municipal da Mealhada”. “As coisas são sempre bem pensadas e estruturadas e corre sempre tudo muito bem!”, enfatizou, dando como “quase certo que haverá uma terceira edição”.

E sobre este apoio, Rui Marqueiro explica que “para a qualidade dos músicos, o orçamento é sempre mais baixo quando comparado com outros artistas”. “Há muita despesa indireta com palcos e assim, mas os cachés são reduzidos”, referiu o edil, enaltecendo o papel do Rei dos Leitões. “Gostava que todos os agentes económicos percebessem que também precisamos de ajuda e o Rei dos Leitões não nos deixa sozinhos. São sempre um apoio a favor do Município”, disse, acrescentando que “toda a ajuda é válida. Uns podem mais do que outros, mas todos são bem vindos”.

Já sobre a deslocalização do evento da Quinta da Nora para o Jardim Municipal da Mealhada, Rui Marqueiro explica a dificuldade que houve “para o transporte de equipamentos” no evento de 2017. “Os veículos pesados causaram alguns danos no sistema de rega e não quisemos correr os mesmos riscos este ano”, lamentou o edil, garantindo que “apesar de ainda se ultimarem os últimos preparativos, o evento no Jardim vai ser giro” e tudo indica que a Câmara vai estar iluminada “proporcionando um cenário diferente”.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografias de José Moura