Um incêndio numa habitação no Bairro Melo Pimenta, no Luso, junto ao Parque de Campismo da localidade, provocou, ao final da tarde do dia 31 de março, uma vítima mortal. Um homem de trinta e dois anos, que se encontrava, naquela altura, sozinho na casa, onde residia com a mãe.

Foi Constante Silva, um vizinho da vítima, a primeira pessoa a entrar na habitação. “Comecei a ouvir gritos da proprietária do Parque de Campismo e quando sai de casa já se via muito fumo”, declarou, ao «Bairrada Informação», a testemunha, que deitou uma porta abaixo, que estava arder, para entrar dentro da habitação.

“Na sala de estar o sofá, em lynon, estava consumido pelas chamas e era insuportável o fumo tóxico que deitava”, continuou Constante Silva, que partiu “um vidro para que o ar conseguisse circular”. “Depois vim cá fora e desliguei as botijas do gás que estavam no exterior, mas que têm acesso ao interior através de condutas”, disse ainda o vizinho da vítima mortal, que garantiu ter “visto a lareira acesa, mas com a porta do recuperador fechada” e que a lenha “até continuava arder”.DSC02380

Constante Silva não viu a vítima na sala de estar, a divisão onde estava o cenário de incêndio, garantindo que “esta se encontrava na casa de banho”. “Foram sensivelmente quinze minutos e quando os Bombeiros chegaram, o incêndio estava extinto”, disse-nos ainda esta vizinho.

O alerta foi dado às 17h 04m para o quartel dos Bombeiros Voluntários da Mealhada. “Chegados ao local encontrámos um cenário de incêndio urbano, em habitação, que tinha uma vítima no seu interior em paragem cardio respiratória, com queimaduras de terceiro grau”, afirmou Nuno João, comandante dos Bombeiros Voluntários da Mealhada, explicando que, no imediato, e com o homem no espaço exterior, “foram efetuadas manobras de Suporte Básico de Vida até à chegada da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra”.

A vítima mortal, Pedro Mourato Pereira, de trinta e dois anos, residia na habitação com a mãe que, ao início da noite de 31 de março, foi levada para casa de familiares. “A casa, apesar do incêndio só ter atingido uma divisão, ficou muita afectada com um fumo e a combustão. Não está habitável, no momento”, disse ainda Nuno João.

Cerca das 20 horas, aquando da saída do «Bairrada Informação» do local, a Polícia Judiciária ainda se encontrava no interior da habitação.