Uma publicação no Facebook, por parte de uma encarregada de educação, lamentando a necessidade de obras no Jardim de Infância da Quinta do Valongo, assim como um alegado encerramento da escola, transportou o assunto para a reunião do executivo da Câmara da Mealhada e, posteriormente, para a Assembleia Municipal. Segundo Rui Marqueiro, presidente da Autarquia, em resposta a Ricardo Ferreira, presidente da Junta da Vacariça, as intervenções necessárias passam «pela pintura de uma parede numa sala e pela colocação de uma porta em outra». «Quando a escola encerrar para férias, a Câmara irá fazer essas obras», referiu na última sessão da Assembleia Municipal. Já sobre um possível encerramento, Guilherme Duarte, vice-presidente da Autarquia, na última reunião do executivo, referiu que «se a DGEstE não falou de nada, então é porque só pode ser boato».

O assunto das intervenções, mas também de um possível encerramento da escola, foi espoletado, na reunião de Câmara de 28 de Junho, por Hugo Silva, vereador da coligação «Juntos pelo Concelho da Mealhada», que referiu que «o Jardim de Infância da Quinta do Valongo poderá ter meia dúzia de crianças no próximo ano letivo», questionando «que dinâmica está a ser gerada para que o Jardim não seja encerrado».

Rui Marqueiro afirmou não ter indicação «de que a escola vá fechar», garantindo «haver indicação sim de que temos (Câmara) de fazer no local uma pequena intervenção». Também Guilherme Duarte, vice-presidente da Autarquia com o pelouro da Educação, explicou que «em 2019-2020, o Jardim de Infância tinha seis, sete crianças e a DGEstE propôs o encerramento, até porque», continuou, «é uma escola em que a maioria das crianças nem são da freguesia». «Este ano, a DGEstE não nos falou de nada, a rede está feita, portanto, só pode ser boato», disse ainda o autarca, garantindo que «havendo crianças não se fecha».

Sobre a intervenção, também Arminda Martins, vereadora com o pelouro das Obras, afirmou estar em causa «uma pintura que só será feita em agosto, aquando do encerramento da escola para férias». «Há também um arranjo para ser feito num arrumo de lenha, uma vez que a escola recebe lenha para aquecimento no Inverno», acrescentou, garantindo ainda não estar «em causa nada pedagógico».

Também na sessão da Assembleia Municipal da Mealhada, que se realizou a 29 de junho, Olga Coelho, professora de educação especial na Escola Básica 2 da Mealhada, questionou o executivo camarário sobre «obras de acessibilidade pedidas em 2018» para um aluno que sofre de Distrofia Muscular de Duchenne, um distúrbio genético que afeta principalmente indivíduos do sexo masculino e se caracteriza pela degeneração progressiva e irreversível da musculatura esquelética, levando a uma fraqueza muscular generalizada.

«O Vicente, que se deliciava a jogar futebol, hoje frequenta o oitavo ano e desloca-se em cadeira de rodas elétrica», começou por referir a professora, alegando que «desde setembro de 2018 que este aluno aguarda que sejam criadas acessibilidades da responsabilidade da Câmara. Um novo setembro está já aí e queremos o Vicente com os seus pares na escola que ama e que se quer inclusiva».

O vice-presidente da Autarquia confirmou que «as obras em falta estão para muito breve», recordando, contudo, que a Câmara «arranjou uma casa de banho, bem como uma sala condigna para o “nosso” Vicente poder estar no rés-do-chão». «Tivemos com pessoas que vocês chamaram da Universidade de Coimbra que nos felicitaram pelo trabalho já feito», relembrou, enfatizando que «o resto será feito dentro de muito pouco tempo».

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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