Limpeza das nove localidades e criação de espaços de lazer e infantis, para captar população, são as prioridades do executivo da Junta de Freguesia da Vacariça, que está prestes a completar dois anos de mandato. Tendo duas das localidades do concelho da Mealhada sinalizadas como prioritárias, no que toca ao risco de incêndios, a Autarquia da Vacariça arregaçou as mangas e tem dado apoio à população na recolha dos detritos florestais.

O orçamento para 2019 na Junta da Vacariça é de cem mil euros e Ricardo Ferreira, presidente da autarquia, garante que mais de um terço é para pagamento a funcionários: uma funcionária na Junta, dois em trabalhos de rua e outro através de um apoio do Centro de Emprego.

“O nosso maior empenho é zelar pelas aldeias da freguesia, que tenham bom aspeto e estejam sempre minimamente limpas”, regozija o presidente da Junta, garantindo se tratar de uma freguesia pequena, mas da qual “não se envergonha nada!”. “É uma freguesia rural onde não chega apenas limpar a estrada, é preciso dar conta dos imensos caminhos espalhados por toda a freguesia”, acrescenta.

Sendo o Pego e Santa Cristina dois focos principais de prevenção, quando se trata de falar em incêndios, Ricardo Ferreira explica que “há um grande trabalho por parte da Junta”, quer ao nível de recursos humanos, quer de utilização da maquinaria em prol da população. “Ainda na quinta e sexta-feira gastámos dez litros de gasolina a ajudar muitas pessoas a dar conta dos detritos provenientes das limpezas de terrenos”, afirma, enaltecendo o papel fundamental de uma destroçadora de ramagens adquirida recentemente.

“Temos uma freguesia idosa e estando em risco de alerta, temos uma grande preocupação”, enfatiza o presidente da Junta, garantindo que dos mil e setecentos eleitores, duzentos já se registaram na plataforma das queimas e queimadas, com o apoio da Junta. “Fizemos muita divulgação e os funcionários que andam na rua foram essenciais nesse trabalho”, acrescentou o autarca.

O executivo garante que “a maior dificuldade é dizer que não à população”, adiantando, contudo, que “as pessoas da freguesia não são exigentes”. “Não queremos obras de milhões. Queremos obras de tostões”, confessa Ricardo Ferreira, lamentando que uma obra camarária – um quiosque no centro da Vacariça – esteja por abrir há cerca de um ano. “É uma obra muito importante para dinamizar a freguesia e trazer os funcionários da fábrica do Cruzeiro ao centro da Vacariça”, afiança.

A freguesia é pacata, mas tem atraído pessoas de vários pontos da região que escolhem as encostas do Bussaco para viver. E é por isso que, até ao final do mandato, o executivo quer construir e melhorar os espaços de lazer e infantis, nomeadamente no Travasso (junto ao campo de futebol) e na Quinta do Valongo (no recinto da antiga escola primária), nesta última, “muitos o desconhecem, mas temos um Jardim de Infância, que se prevê que em janeiro venha a ter cerca de doze, treze crianças”.

A freguesia presta ainda uma resposta ao nível Centro de Dia, na Casa do Povo da Vacariça, entidade que “alberga” também a Extensão de Saúde. O Posto de Correios, no edifício da Junta, será brevemente informatizado, disponibilizando “um serviço mais completo à população”.

 

Mónica Sofia Lopes