O primeiro dia do festival infantil Catrapim no Bussaco dita já o enorme sucesso que esta terceira edição atingiu. Centenas de famílias rumaram à Mata Nacional situada no concelho da Mealhada, usufruindo de uma tarde de sábado repleta de atividades e concertos, onde as questões ambientais foram sempre (re)lembradas aos mais novos. O evento foi inaugurado pelos Xutos & Pontapés e culminou com um concerto, junto ao Palace, do “Avô Cantigas”. Hoje, domingo, 30 de junho, a história repete-se com o festival a começar às 14h 30m e cuja cabeça de cartaz é “Sónia (Araújo) e as Profissões”.

O Bussaco esteve, ontem, repleto de famílias que não quiseram perder um festival inteiramente dedicado aos mais novos. Para Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, o sucesso deve-se “a uma divulgação grande e ao crescimento natural de um projecto que se está a consolidar”. “Temos a Mata, os patrocinadores do nosso lado e um esforço grande por parte dos funcionários municipais e da Fundação”, acrescentou.

Num evento dedicado às questões ambientais, António Gravato, presidente da Fundação Buçaco, alertou para o facto de haver uma meta estipulada até 2050 para se conseguir baixar as temperaturas climáticas. “Se isso não acontecer vamos começar a ter muitos problemas, nomeadamente de doenças”, explicou ainda Rui Marqueiro, consciente da obrigação “que todos temos em manter os espaços verdes e sermos resilientes ao problema das alterações climáticas”.

Na tarde de hoje, das 14h 30m às 19 horas, as “brincadeiras” repetem-se e levarão, à mesma Mata, espetáculos de teatro, magia, malabarismo, pinturas faciais, música, marionetas, “showcooking”, jogos e muita animação espalhadas por oito palcos. Com o tema é a “Floresta Feliz”, o evento conta com o apoio da empresa “The Navigator Company”.

Para além do espetáculo de “Sónia e as Profissões” (protagonizado por Sónia Araújo, a conhecida apresentadora do programa da manhã da RTP1), pelas 18h 30m, junto ao Palace, o evento conta com a presença dos “Irmãos Esferovite”, uma aventura musical e circense de uma banda de quatro palhaços que contam histórias disparatadas sobre o quotidiano, oferecendo sonhos em troca de sorrisos.

Também a Cinderela e o Pinóquio andarão pelo Bussaco, a mostrarem os dotes para a música, cantando as mais belas canções do imaginário infantil. A companhia de teatro Mandrágora apresentará um espetáculo de marionetas e o Zé Mágico deixará, com os seus truques, crianças e adultos boquiabertos e “com a cabeça a andar à roda”.

Nas Portas de Coimbra, um dos locais mais mágicos e emblemáticos da referida Mata, o escritor e animador infantil André Madaleno conta histórias e estórias aos mais pequenos, num jeito muito peculiar que o tem tornado famoso entre as crianças. Ali, os visitantes de “palmo e meio” poderão também participar num “showcooking” a cargo dos professores do curso de cozinha da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, da Mealhada, e da doceira “Tia Lídia”.

No mesmo local, a companhia Trincheira Teatro, apresenta “uma peça em que a figura principal será Rafa, uma criança da cidade, que encontra uma folha de jornal amassada no chão que lhe revela que o último marco de correio vai deixar de existir”.

As crianças poderão levantar um passaporte, no balcão de informações do evento, e se chegar ao final da tarde com o documento todo carimbado (sinal de que participou em vários jogos), terá direito a um brinde “The Navigator Company”.

 

Bussaco recebeu galardão “Quem faz bem” do Santander

O galardão “Quem faz bem – Donativo Participativo Santander 2019”, arrecadado, recentemente, pela Fundação Bussaco foi entregue, na tarde de ontem, 29 de junho, na cerimónia de inauguração do Catrapim. Pedro Carvalho, da agência bancária na Mealhada da referida instituição, salientou que a candidatura vencedora – a da Fundação – surge numa panóplia de três centenas e que, por isso, a entidade está de Parabéns, apelando “à continuação de todo o trabalho”.

António Gravato, presidente da Fundação, referiu que “no Bussaco, todos os dias, se pratica o bem”, com enfoque “para as boas práticas ambientais”, sendo uma Mata que armazena seis mil e quinhentas toneladas de carbono através da sua floresta. “Se começarmos agir, vamos conseguir minimizar as questões gravíssimas que se preveem até 2050”, rematou.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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