A Mata Nacional do Bussaco será alvo de um conjunto de investimentos, num total de cerca de 1,5 milhões de euros. Já em 2019 está prevista a instalação de um sistema pioneiro de videovigilância intermunicipal e, até 2021, implementado um Centro de Interpretação Permanente depois de recuperado o Chalet de Santa Tereza. Também no âmbito de valorização e proteção da Mata, trezentos mil euros são destinados aos Sapadores Florestais que vigiam o Bussaco desde o verão passado.

Rui Pombo, do ICNF; Humberto Oliveira, presidente da Câmara de Penacova; Miguel Freitas e António Gravato

Grande parte dos investimentos terá proveniência do Fundo Florestal Permanente e está espelhado num protocolo, assinado na manhã de ontem, dia 21 de março, no Palace do Bussaco, entre a Câmara da Mealhada e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF). A sessão, que assinalou o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, contou com a presença do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas.

Nos principais investimentos do protocolo estão a beneficiação de caminhos, num custo previsto de quarenta e cinco mil euros; gestão de Acacial e intervenção ao longo dos muros em 32,5 hectares, num valor de cerca de sessenta e cinco mil euros; e a plantação de milhares de árvores em clareiras resultantes do furacão Leslie e da tempestade Gong, cujo orçamento ronda os cinquenta e cinco mil euros.

Há ainda, e segundo António Gravato, presidente da Fundação, uma grande preocupação em dar condições de apoio ao voluntariado e, para isso, está prevista a aquisição de maquinaria e equipamento num valor de cerca de setenta e seis mil euros. “É uma aposta clara no voluntariado, de forma a conseguirmos o envolvimento das pessoas na Mata, que resultará, posteriormente, numa afinidade afetiva”, afirma.

Mas uma das medidas mais aguardadas é o sistema pioneiro de videovigilância intermunicipal – abrangente aos concelhos da Mealhada, Mortágua e Penacova -, num valor estimado de quarenta e cinco mil euros, que será implementado, ao que tudo indica, até ao verão deste ano. Segundo o protocolo, assinado ontem, “este é um projeto absolutamente inovador e imprescindível em Portugal, que prevê a instalação de um sistema de videovigilância, centrado na Mata Nacional e cobrindo visualmente os seus cerca de cento e cinco hectares”, mas também os mil hectares circundantes à Serra do Bussaco.

Investimento que o secretário de Estado das Florestas garante ser essencial para “a preservação e segurança da Mata do Bussaco” e que o presidente da Fundação corrobora, acrescentando que será “um meio essencial para a prevenção de furtos, mas também de incêndios”.

Na mesma cerimónia foi também assinado um memorando de entendimento entre o ICNF, a Câmara da Mealhada e a Fundação Mata do Bussaco, entidade que gere os cento e cinco hectares da referida floresta nacional. Aqui, o enfoque vai para o Centro de Interpretação Intermunicipal Permanente, no âmbito da Defesa da Floresta contra Incêndios Florestais, um investimento alocado ao Município da Mealhada, recorrendo a fundos comunitários e a capitais próprios.

Assim, a autarquia mealhadense prevê, até 2021, a recuperação e adaptação, com conteúdos didáticos de sensibilização e educação ambiental e de Interesse público, do Chalet de Santa Tereza. Um investimento que ronda os trezentos e cinquenta mil euros.

No âmbito dos investimentos, mas fora dos protocolos assinados hoje, somam-se trezentos mil euros com os salários de quatro equipas de sapadores florestais, fruto de colaboração dos municípios da Mealhada, Mortágua e Penacova com o ICNF.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografias de José Moura