Em dois anos da sua abertura, o ensino do Pré-escolar do Centro Escolar da Mealhada passou de vinte e seis crianças para quarenta e seis. Um aumento justificado por Guilherme Duarte, vice-presidente da Câmara, “pelas boas condições e redução de mensalidades em relação ao particular”, mas também “pela oferta do serviço durante todo o mês de agosto”, sendo 2018 o ano pioneiro da oferta em todo o concelho.

O Jardim de Infância da Mealhada tem, para o ano letivo 2018 / 2019, perto de cinquenta crianças inscritas, o número limite, e que, segundo Fernando Trindade, diretor do Agrupamento de Escolas da Mealhada, “obriga” ao aumento dos recursos humanos com “mais um assistente operacional, bem como mais um animador social”.

Na reunião do Conselho Municipal da Educação, que se realizou na tarde da passada segunda-feira, Guilherme Duarte, para além do “serviço qualificado e profissional” e a “qualidade das refeições”, enalteceu o facto dos Centros Escolares da Mealhada, Luso e Pampilhosa estarem abertos, das 7h às 19 horas, durante todo o ano, sendo que no mês de agosto disponibilizam a resposta de Atividades de Animação de Apoio à Família, assegurada por animadoras socio-educativas, “tendo os encarregados de educação apenas que fazer prova de que estão a trabalhar nessa altura”. “Temos consciência da qualidade da nossa resposta pública a um preço acessível para as famílias”, enalteceu.

O vice-presidente da Câmara da Mealhada e responsável pelo pelouro da Educação informou ainda que a recepção municipal à comunidade educativa acontece a 11 de setembro, sendo que, no dia seguinte (dia 12), pelas 15 horas, decorrerá uma reunião pública de apresentação dos resultados dos rastreios de visão e audição realizados às crianças do Pré-escolar e 1.º Ciclo de todo o município.

“Estamos a falar de crianças dos três aos dez anos e há resultados preocupantes”, referiu Guilherme Duarte, enaltecendo o projeto realizado pelo Hospital Misericórdia da Mealhada, que foi voluntário, gratuito e que contou com o apoio camarário. Segundo o autarca, depois de mapeados todos os 1.ºs Ciclos do Ensino Básico, bem como as Instituições Particulares de Solidariedade Social, “o projeto vai estender-se, agora, a todos os alunos do Agrupamento de Escolas e da Profissional da Mealhada”.

Também Carlos Maia Rodrigues, coordenador do Centro Escolar de Luso, sugeriu que sejam criados “conteúdos funcionais inerentes à função educativa dos assistentes operacionais”, afirmando que “a cantina e o recreio são espaços educativos onde não está o docente”. “Temos um conjunto de pessoas que estão connosco há alguns anos e é com essas que temos que trabalhar”, acrescentou.

Presente na reunião esteve Maria Inês Aparício, que está de saída do Agrupamento uma vez que concluiu o décimo segundo ano. A aluna apelou a que sejam promovidas iniciativas de “interligação entre os alunos do décimo segundo ano com os do sétimo, por exemplo”.

Uma declaração que levou a que Pedro Semedo, representante dos professores do Agrupamento, tenha explicado que “há jogos ‘inter pares’ específicos para fomentar esta ligação”. “As pessoas, nos dias de hoje, tendem a ignorar-se e estes jogos são uma forma de motivação e de ‘quebra do gelo’”, rematou.

Maria Inês Aparício acabou por assumir que, durante o percuso escolar, sentiu “falta” de serem falados alguns temas na escola, nomeadamente, “os que se referem aos adultos”, exemplificando com temas sobre “a vida profissional, saúde e impostos”.

 

Mónica Sofia Lopes