A reunião pública da Câmara Municipal de Anadia, que se realizou na manhã de 22 de fevereiro, “recebeu” sete moradores da Rua Adriano Henriques, que se manifestaram preocupados com a velocidade a que os carros por lá passam, apelando a que sejam colocadas lombas.
“Há vinte anos que andamos a ‘reivindicar’ lombas para aquela estrada e até agora só lá está uma. Acontecem ali, como sabem, muitos acidentes e não vamos querer estar aqui amanhã a lamentar uma morte ou acidentes graves…”, lamentou João Moreira.
Teresa Cardoso, presidente da autarquia, informou que “a obra ainda não está concluída” e que “levará bandas cromáticas”. “Não podemos colocar a cidade e os lugares todos cheios de lombas. Até porque também há queixas por não as quererem, principalmente, por parte dos Bombeiros Voluntários que quando transportam os doentes dizem não ser fácil”, garantiu a edil.
“Neste momento, são duas as lombas naquele local e não uma. Depois da colocação das bandas cromáticas colocadas, se não resultarem, partimos para um semáforo. Estamos a estudar o problema, a encontrar uma solução e a pedir orçamentos para isso”, explicou a autarca, lamentando que isso tenha que ser feito, uma vez que “as velocidades nas localidades deviam ser mínimas e cumpridas por todos”.
Mas João Moreira insistiu que deviam ser colocadas lombas. “Da estrada da Câmara até ao IC (Itinerário Complementar) 2 há sete lombas. Então, neste caso, considero que estão a mais”, continuou o munícipe, dando um termo de comparação: “Se forem ao concelho da Mealhada, vão ver que as lombas de lá é que ‘aleijam’, de tão grandes que são”.
E antes de sair, João Moreira questionou, retoricamente, o executivo: “Onde está a GNR (Guarda Nacional Republicana) quando os carros passam a alta velocidade naquela estrada?”.
Destilaria em Anadia investe, uma média, de 750 mil euros por ano
A reunião “recebeu” ainda Pedro Carvalho, sócio gerente de uma Destilaria com sede em São Lourenço do Bairro. “Temos sentido por parte da autarquia que somos o ‘parente pobre’ da indústria no concelho”, disse o interveniente, reconhecendo “que o impacto ambiental e visual da fábrica é grande” e que isso também o incomoda. “Mas temos que olhar para esta fábrica de outra maneira porque indiretamente estamos ligados ao setor vitivinícola e ainda na semana passada fomos visitados por representantes da Licor Beirão”, afirmou ainda Pedro Carvalho, convidando o executivo a ir à unidade e assim “ver para crer”.
Uma unidade de destilação que a presidente da autarquia disse conhecer, mas que terá “gosto em voltar”. “Os impactos são grandes e, como sabe, são muitas as reclamações que chegam à Câmara”, concluiu a autarca.
Pedro Carvalho disse ainda que a Destilaria “está diferente, até porque estamos numa média anual de setecentos e cinquenta mil euros de investimentos”.























