A terceira revisão orçamental do ano 2021 foi aprovada, por maioria, na Assembleia Municipal da Mealhada, que se realizou na noite do passado dia 20 de setembro, com os votos favoráveis da bancada socialista e as abstenções da coligação «Juntos pelo Concelho da Mealhada», do Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda.

«Este não é o nosso orçamento e também não são as nossas opções. Quanto mais o tempo passa, mais nos distanciamos da estratégia e do abandono dos nossos espaços públicos, onde não se chega a concretizar 30% daquilo que se promete», referiu Bruno Coimbra, da coligação «Juntos pelo Concelho da Mealhada», acrescentando que «antes da pandemia chegar já as despesas de capital executadas eram baixas».

Em resposta, o presidente da Câmara da Mealhada referiu que em 2013, quando chegou à Autarquia, «a situação de tesouraria era de nove milhões, de onde um milhão e meio foi para a banca e quase 700 mil euros para o Ministério da Educação, de um valor que tivemos que repor por verbas recebidas indevidamente». «Hoje o balancete da Câmara tem sete milhões de euros e as despesas de capital foram sempre superiores às receitas de capital. Não há nenhum município da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra que tenha tido tanto apoio de fundos comunitários como o da Mealhada, o problema é que somos um município pobre que arrecada de IMI apenas dois milhões de euros».