“Esta árvore produzia o oxigénio necessário a uma família de quatro pessoas… A tempestade Leslie derrubou no dia 13 de outubro de 2018, mil árvores, mas nós vamos plantar 35 mil em 2019”.

Não se admire se se deparar com esta mensagem em muitas das árvores na Mata Nacional do Bussaco, principalmente, em zonas agora de clareira, depois da passagem da tempestade Leslie.

A iniciativa da Fundação Mata do Bussaco pretende esclarecer os visitantes de que “nenhuma árvore é cortada, na Mata do Bussaco, sem haver uma razão muitíssimo forte, nomeadamente, a saúde da própria árvore e/ou a segurança de pessoas e bens”.

“Face ao elevado número de troncos visíveis em vários lugares da floresta, sentimos necessidade de explicar aos visitantes o que se passou e a importância destas árvores que tombaram”, garantiu, ao «Bairrada Informação», fonte da Fundação, enfatizando que é preciso recordar que “num só dia caíram mais de um milhar de árvores na Mata do Bussaco”.

Em 2019, na floresta, situada no concelho da Mealhada candidata a Património Mundial da UNESCO, serão plantadas pela Sociedade da Água de Luso 35 mil árvores em áreas destruídas pela Leslie. A iniciativa, que já começou, representa o dorsal de cada atleta que participa em provas patrocinadas pela Água do Luso, nomeadamente, na Meia Maratona de Lisboa.