O Grémio Recreativo Escola de Samba Batuque, da Mealhada, sagrou-se campeão da edição de 2026 do Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada, com 267,7 pontos. Amigos da Tijuca (Mealhada), arrecadaram 266,9 pontos, Sócios da Mangueira (que provisoriamente estão na freguesia da Antes) 265,5 pontos e Real Imperatriz (Casal Comba) 262. Os resultados surgem de um painel de quinze jurados que avaliou o corso de terça-feira, o único de três que conseguiu sair à rua, pelas adversidades climáticas, e foram divulgados, na noite do passado sábado. Na tarde desse mesmo dia, um milhar de crianças, proveniente de instituições de ensino do Agrupamento de Escolas da Mealhada e de Instituições Particulares de Solidariedade Social, saiu à rua para o desfile de «Palmo e Meio».
Crianças, pais, professores e funcionários de escolas e jardins de infância públicos da Mealhada, bem como do Jardim de Infância Dr.ª Odete Isabel, Centro de Assistência Paroquial da Pampilhosa, Jardim de Infância de Sant’Ana, Casa da Criança da Mealhada, Associação Jovens Cristãos de Luso, Centro Social da Freguesia de Casal Comba e Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Antes desfilaram os seus temas que, de ano para ano, se notam cada vez mais trabalhados.
E se a tarde voltou a encher as ruas da cidade da Mealhada, a noite era muito ansiada pelo resultado do Concurso de Escolas de Samba do Carnaval da Mealhada, avaliação que, em 2025, sofreu um interregno. O Batuque sagrou-se campeão nesta edição com o enredo «1001 formas de ir desta para melhor», tendo tido melhor classificação nos quesitos de Evolução, Fantasias e Adereços, Samba-Enredo (com nota 30, a máxima possível, o que significa que não teve qualquer tipo de penalização por parte dos jurados), Mestre-sala e Porta-bandeira (com nota 30) e Bateria. Teve ainda nota 30 no Enredo, quesito partilhado com os Sócios da Mangueira, que também obtiveram nota máxima. Já nas Alegorias, o empate foi entre Amigos da Tijuca e Batuque e na Harmonia, Sócios da Mangueira também com o Batuque. A Comissão de Frente foi arrecadada pelos Amigos da Tijuca, que obtiveram nota 30.
Na subida ao palco, Carlos João, presidente da direção do Batuque, afirmou que «sem as restantes três escolas, o Batuque não tinha a qualidade que teve no desfile de terça-feira na avenida. Sermos quatro escolas com qualidade, desafia-nos todos os anos». Depois de um agradecimento aos carnavalescos Jorge Pires e Marcelo Barreto, o dirigente e um dos fundadores da escola de samba garantiu que «estes 38 anos valeram muito a pena».
Houve ainda o voto popular, implementado num dos anteriores mandatos da Associação do Carnaval da Bairrada, que voltou a ser conquistado pelos Amigos da Tijuca, cuja presidente da direção da escola, Patrícia Pinto lamentou, publicamente, «a forma como este ocorreu, desmerecendo o público do Carnaval da Mealhada, que é a coisa mais importante do evento». Contactado pelo nosso jornal, Márcio Freixo, presidente da direção, disse que não comentava a declaração, mas admitiu que o voto popular «não correu bem». Segundo o nosso jornal constatou, os votos deveriam ter sido entregues nas bilheteiras, à entrada no recinto, com a apresentação do bilhete, mas, alegadamente alguns, acabaram por ser entregues quando o público já estava de saída.
António Jorge Franco, presidente da Autarquia da Mealhada, declarou que «a Mealhada já não consegue viver sem o Carnaval» e que o mesmo representa «um trabalho duro de várias gerações». «Esta é uma marca forte, reconhecida em qualquer lugar onde vou», disse.
Texto de Mónica Sofia Lopes
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