Barcouço continua a ser alvo de repositório de todo o tipo de resíduos em diversas partes da freguesia, sendo precisamente o espaço construído para depósito de monos aquele que mais preocupa a Junta de Freguesia e a Câmara da Mealhada. Autarquias já colocam em caso o encerramento do local.
«O objetivo quando foram criados estes espaços na Antes, em Barcouço e na Pampilhosa era precisamente o de tirar o lixo da rua», referiu, na última reunião do executivo, António Jorge Franco, presidente da Autarquia, explicando que, «na Pampilhosa conseguiu arranjar-se uma solução, mas na Antes e em Barcouço não se consegue controlar as descargas, que muitas vezes são feitas por pessoas de fora do concelho, que colocam ali tudo o que se possa imaginar».
«Julgo que o ideal é anular estes espaços, porque não há civismo nenhum de quem vem de fora e nós, por outro lado, não temos capacidade para fazer a recolha de tudo o que ali se coloca, com a agravante de termos que pagar à ERSUC lixo que não é nosso», lamentou o edil, recordando que o Município tem recolha de monos ao domicílio, gratuitamente, duas vezes por mês (bastando fazer-se a marcação através do número de telefone 231 200 980). «A Câmara vai às habitações, recolhe e faz o encaminhamento desses produtos», acrescentou.
Uma situação também lamentada por João Cidra Duarte, vereador eleito pelo Partido Socialista e antigo presidente da Junta de Freguesia de Barcouço, que neste cargo também se viu a braços com o mesmo problema nos últimos anos. «O espaço dos monos em Barcouço está deplorável e sem qualquer civismo. Não é possível olhar para aquilo. Ou se encerra o espaço ou não sei, sinceramente, o que se deve fazer», declarou.
À margem de uma outra situação, em declarações ao nosso jornal, na semana passada, Natividade Lourenço, presidente da Junta de Barcouço, explicou que a localidade «tem um depósito para monos, muito utilizado por pessoas que não são da freguesia, inclusivamente por empresas». «Imagine-se que já foram vistas aqui entidades de recolha de materiais de grandes dimensões, provenientes de Coimbra e da Figueira da Foz, a deixar lixo que deveria ser levado para aterro e não deixado na responsabilidade da freguesia de Barcouço», lamentou a autarca.
Texto de Mónica Sofia Lopes
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