Não houve a habitual conferência de imprensa de apresentação da programação do Cineteatro Messias, na Mealhada, mas a informação chegou às redações através de uma nota de imprensa e onde se destacam, nos próximos dois meses, os concertos de Valter Lobo, Camané e Mário Laginha. Na última assembleia municipal, a oposição quis saber a razão de o cartaz não ter sido apresentado da forma habitual e o porquê de na listagem de compromissos plurianuais aparecer um valor de renda referente ao Cineteatro Messias até 2029, tendo o presidente da Autarquia da Mealhada esclarecido que passados 25 anos do contrato de cedência, o Cineteatro Messias passa a pagar uma renda mensal à família proprietária do espaço por mais 25 anos.
«Programação cultural diversificada, com especial destaque para a música e para os três nomes maiores do panorama musical português» é o que o Cineteatro Messias promete para os meses de março e abril. Assim, já para este sábado, dia 7, às 21h30, Valter Lobo sobe ao palco para apresentar o mais recente álbum, «Melancólico Dançante». No dia 14 de março, às 16h00, é apresentado o musical para os mais novos «Menina do Mar», pela Plateia D’ Emoções. Segue-se teatro a 20 de março, pelas 21h30, com a «Memória do Barro», numa encenação da Trigo Limpo Teatro Acert, de Tondela, que convida a uma reflexão sobre a presença e o papel das mulheres no universo da olaria e da cerâmica.
A 28 de março, às 21h30, o Cineteatro Messias assinala o Dia Mundial do Teatro com «Playback», uma criação da companhia local Caixa de Palco, cuja celebração reúne as companhias de teatro concelhias mealhadenses Aguarela de Memórias, Grupo Cénico de Santa Cristina e Oficina de Teatro do Cértima. A 17 de abril, pelas 21h30, haverá «Cantar de Galo», pelo grupo Mala Voadora, uma peça escrita para Jorge Andrade pelo escritor americano Robert Schenkkan, vencedor dos prémios Pulitzer e Tony.
O fadista Camané subirá ao palco do Cineteatro Messias a 26 de abril, pelas 17h00; e o pianista Mário Laginha a 30 de abril pelas 21h30. «Do teatro para famílias às peças mais elaboradas, passando por concertos de artistas consagrados, queremos proporcionar experiências únicas que aproximem a comunidade da música, do teatro e das artes em geral», realça Filomena Pinheiro, vice-presidente da Autarquia da Mealhada.
A forma como a programação foi apresentada – sem a habitual conferência de imprensa e com recurso às redes sociais – foi questionada pela bancada do PS na última assembleia municipal, algo que António Jorge Franco, presidente da Autarquia, desvalorizou, dando relevância ao facto «de vários espetáculos, naquele espaço, terem casa cheia».
Também a deputada socialista Joana Sá Pereira questionou a verba «de 240 mil euros, até 2029, prevista como renda pelo usufruto do Cineteatro Messias», espaço que tem um contrato de cedência por 50 anos, iniciado em 2001. O autarca referiu que o contrato estabelece a entrega do espaço à Câmara por 50 anos, mas que uma das cláusulas «é que a partir dos 25 anos (de cedência) passa a haver uma renda mensal de cerca de cinco mil euros». «Eu próprio fiquei surpreendido, não estava a contar, mas obviamente que honramos os nossos compromissos», enfatizou. Já sobre o valor acordado, Carlos Cabral, atual presidente da assembleia municipal, recordou que a fórmula do mesmo foi acordada naquele órgão municipal no ano de 2000 ou de 2001.
Texto de Mónica Sofia Lopes
Fotografia com Direitos Reservados






















