Existe um mito persistente no mundo empresarial que define as pequenas e médias empresas como pequenas demais para moldar o seu próprio destino. Que só podem reagir, a “apagar incêndios” e a jogar pelo seguro. Na verdade, o que impede muitas PME’s de agir de forma estratégica não é o tamanho, mas sim o medo do desconhecido, o receio de investir sem garantias, de arriscar recursos limitados, de desafiar o “status quo”.
No mundo dos negócios há uma diferença fundamental entre ação e reação.
A ação é proativa e estratégica. Uma escolha deliberada de moldar oportunidades e antecipar tendências. A reação é muitas vezes emergencial, uma resposta imediata às pressões do mercado, aos problemas que surgem ou às mudanças do ambiente externo. Nas PME’s, a tendência histórica tem sido a reação. Mas isso não é uma inevitabilidade. Assumir o controlo do próprio destino é uma questão de mentalidade e não de dimensão.
O custo da reação, por outro lado, é real e tangível. Empresas que só agem quando pressionadas perdem tempo, recursos e oportunidades. Mudam de rumo de forma emergencial, com impactos na qualidade do serviço, na satisfação do cliente e até na sustentabilidade do negócio e acabam por serem, naturalmente, ultrapassadas por empresas que agem estrategicamente e planeiam e criam o seu próprio caminho. A reação salva do imediato e a ação constrói o futuro.
Mudar a mentalidade de uma PME não é impossível. Implica adotar um planeamento estratégico mesmo que simples, aceitar a incerteza como oportunidade, investir gradualmente em inovação, promover uma cultura onde experimentar é tão importante quanto acertar e observar o mercado de forma ativa para antecipar tendências antes de reagir a elas.
O futuro das PME’s que prosperam não está em jogar pelo seguro, mas em jogar com visão, coragem e estratégia. O tamanho da empresa não define o seu potencial. Definir o próprio destino, criar diferenciação, conquistar novos mercados e garantir crescimento sustentável é algo ao alcance de qualquer PME disposta a agir, e não apenas a reagir.
Pequenas empresas podem fazer grandes escolhas e tomar as rédeas do seu destino. Quem tiver coragem de agir não espera que o mundo mude por si, cria antes o seu próprio caminho.
Artigo de Pedro Oliveira Castela





















