O executivo municipal da Mealhada aprovou, por unanimidade, esta segunda-feira, a 1.ª Revisão Orçamental de 2026, que integra no Orçamento Municipal o saldo do exercício de 2025, no montante de 5,2 milhões de euros.

Com esta revisão, aprovada em reunião ordinária, “o Município passa a dispor de condições para reforçar o investimento em diversas rubricas das Grandes Opções do Plano, nomeadamente em obras já em curso e em intervenções previstas para arrancar ainda durante o presente ano, permitindo uma execução mais célere do que inicialmente previsto”.

“Entre os investimentos reforçados destacam-se o apoio às associações e às Juntas de Freguesia, os campos de ténis do Luso, o edifício do Turismo e o Cineteatro Avenida, ambos na Freguesia do Luso, entre outras obras. A revisão orçamental permite ainda a reprogramação financeira de várias empreitadas, designadamente a requalificação Urbana da zona central da Antes – Prolongamento da Rua da Portaria, a requalificação da Zona Central de Barcouço, a requalificação da Pampilhosa Baixa – Fase 1 e a expansão da Zona Industrial da Pedrulha e beneficiação da Zona Industrial existente”, lê-se num comunicado da Autarquia, que avança que “após a aprovação pela Assembleia Municipal, a verba poderá ser utilizada tanto em despesas correntes como em despesas de capital, permitindo dar continuidade às opções políticas e de gestão e cumprir compromissos já assumidos pelo atual executivo”.

Para o presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, esta revisão orçamental tem como principal objetivo acelerar o investimento no concelho. “Ao integrar o saldo de gerência e reajustar os valores das empreitadas, estamos a criar condições para acelerar a execução das obras e garantir que sejam concluídas o mais rapidamente possível, respondendo às necessidades da população”, sublinhou.

A integração deste saldo resulta, diz a Autarquia, “de uma boa execução das receitas municipais e de uma gestão financeira rigorosa. Em 2025, o Município atingiu uma taxa de execução das despesas de capital de 87%, uma das mais elevadas dos últimos 15 anos, com um investimento superior a 12 milhões de euros, valor significativamente acima do registado em 2024, que já tinha sido o melhor resultado da última década e meia”.

“Estes indicadores confirmam uma clara inversão de tendência e demonstram que o rigor orçamental, aliado ao planeamento e à capacidade de decisão, permitem transformar recursos disponíveis em investimento efetivo, obra feita e melhores respostas para o concelho. A leitura das contas públicas, com responsabilidade, deve, por isso, atender não apenas a análises parcelares, mas sobretudo à capacidade de execução e concretização que garante resultados reais para os munícipes”, diz o autarca.

Na reunião de Câmara, Claudemiro Semedo, vereador eleito pelo Partido Socialista, destacou o facto de estarem contemplados “os campos de ténis da zona central de Luso, o que significa que poderão trazer torneios para a vila” e ainda congratulou “o reforço das verbas para as IPSS”.

Da mesma bancada, João Cidra Duarte, que voltou a tomar posse no executivo devido ao pedido de suspensão de mandato de Guilherme Duarte por mais nove meses, enalteceu “o reforço da verba para as freguesias em 28 mil euros”. Declaração que levou o presidente da Autarquia a afirmar que “até aqui chegarmos havia estagnação nestas transferências de verbas. Nós, todos os anos, queremos reforçar. Não se consegue tudo de uma vez, mas vamos fazendo devagarinho”. O edil recordou ainda que “a prioridade até julho deste ano, é terminar as obras do PRR”.