Árvores caídas, falta de energia e um desalojado na vila de Luso foi o rescaldo da passagem da depressão Kristin pelo concelho da Mealhada. Pelas 17h00 desta quarta-feira, 28 de janeiro, altura em que falámos com o Autarca, todas as vias do município mealhadense já se encontravam circuláveis e estava a ser tratado o restabelecimento de energia elétrica em várias localidades devido a um corte na Pampilhosa, local que abastece vários pontos. A Mata do Bussaco mantinha-se interdita, por preocupação, e as escolas voltarão ao normal funcionamento esta quinta-feira.
Na vila de Luso, um homem, de 91 anos, ficou desalojado, «depois de uma árvore de grande porte ter rachado a casa ao meio». Terá sido o próprio senhor, depois de um intenso barulho, a pedir ajuda, tendo acabado por adormecer até à chegada dos Bombeiros da Mealhada. «É uma situação que lamentamos, mas disponibilizamos um local para o senhor pernoitar e temos, neste momento, uma equipa técnica da Proteção Civil a avaliar o estado da habitação», declarou, ao nosso jornal, António Jorge Franco, presidente da Autarquia da Mealhada.
Também João Leite, presidente da Junta de Luso, fala num porte de árvore, um pinheiro, que teria quase quinze metros de altura. «Para além de o primeiro andar da casa ter ficado destruído e com uma cratera enorme até cá baixo, estamos a falar de um património natural da vila que se desmoronou. Foi uma grande sorte, o proprietário não estar a dormir em nenhum quarto daquela parte da habitação», referiu, garantindo que «terá que ser uma equipa especializada a tirar dali aquela árvore». Houve ainda atingimento do Cemitério e um cedro na Fonte de São João que caiu, contudo, o autarca lamenta «uma imagem visual que o centro da vila deixou de ter, uma vez que desde o devoluto Cineteatro Avenida até à Quinta dos Navarros, apenas três cedros ficaram para a história».
As grandes ocorrências na Mealhada foram derivadas à queda de árvores, contudo, «perto da hora do almoço todas as vias estavam circuláveis, num trabalho excecional das corporações dos Bombeiros da Mealhada e da Pampilhosa que, desta forma, conseguiram ir dar apoio no concelho de Coimbra». «Agora falta o restabelecimento da energia em algumas zonas do concelho, nomeadamente nas freguesias da Vacariça, Pampilhosa e Luso; e ainda na Zona Industrial de Viadores em que um pinheiro caiu para cima de uns fios elétricos», disse ainda o autarca, explicando que, logo de manhã, «a preocupação foi repor energia, com geradores, nos locais que têm vacinas e ver se alguma IPSS também precisava desse apoio, que acabou por não ser necessário».
Na Quinta do Valongo houve falta de água, pelo menos, até meio da tarde de ontem; uma lateral em vidro no Pavilhão de Barcouço foi danificada, assim como uma vedação da Escola Básica 2 da Mealhada. Houve ainda danos nos painéis de aquecimento das Piscinas da Mealhada, em painéis solares de privados e na cobertura de um aviário em Santa Luzia. A Mata Nacional do Bussaco registou alguma queda de árvores, mas nenhum património edificado foi atingido.
Mónica Sofia Lopes


























