O concelho da Mealhada poderá vir a ter uma nova zona industrial, em Viadores, que albergará as necessidades de três empresas, que se juntaram e estão a liderar o processo de aquisição dos terrenos. A informação foi confirmada, ao nosso jornal, por António Jorge Franco, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, depois de o assunto ter sido espoletado na última assembleia municipal.
Uma zona de terrenos, junto ao Itinerário Complementar 2, oposto à localização da Zona Industrial de Viadores, do lado direito de quem segue na estrada no sentido Mealhada para Coimbra, tudo indica que venha a ser uma zona industrial, num processo liderado por três empresas que necessitam de espaços maiores para fazer face às suas necessidades de crescimento. «Três investidores sentaram-se e disseram que tinham projetos consolidados para ali, numa propriedade privada, que não é municipal. Nem poderíamos impedir. Haja vontade, investidores e que se apresentem resultados», congratulou o presidente da Autarquia da Mealhada, acrescentando que «já há vários terrenos comprados para que estas empresas possam fazer os projetos, infraestruturas e se implementaram no local. Isto é uma mais valia para o concelho e, por ser privados, são muito mais rápidos que os Municípios nos processos de construção».
O assunto foi espoletado na última assembleia municipal por Nuno Canilho, deputado eleito pelo Partido Socialista, que afirmou: «Há um conjunto de pessoas que estão a comprar terrenos dizendo que é para a Câmara, o que significa que alguém pode estar a vender uma ideia que pode ser um logro».
Declaração que Nuno Veiga, vereador na Autarquia, explica: «A Câmara tinha feito o levantamento do cadastro desses mesmos terrenos e é isso que gera confusão. Apesar de termos feito esse trabalho anteriormente a termos conhecimento da intenção destas empresas, não temos rigorosamente nada a ver com este projeto enorme e que terá um investimento muito significativo. Isto é totalmente de iniciativa privada». «Julgo que as empresas até já adquiriram cerca de 95, 96% dos terrenos que também eram de privados», esclareceu.
António Jorge Franco diz que, em menor escala, foi semelhante ao que aconteceu no Travasso, «em que uma empresa instalada na Póvoa, construiu numa área maior para poder laborar». «Quando chegámos à Autarquia, criamos vários espaços industriais no Plano Diretor Municipal. No caso da Pedrulha, por exemplo, tivemos capacidade para comprar terrenos, num processo em tempo recorde, e vamos alargar a zona industrial», explica, avançando que «a Câmara até já teve o contacto de um investidor que queria comprar todo o espaço, mas não aceitamos porque não é isso que pretendemos para aquele local, nem foi preparado para esse efeito. Queremos ter ali várias empresas».
O autarca concluiu ainda que «há muitos pedidos de empresas para se instalarem no nosso concelho e não há terrenos e áreas industriais disponíveis».
Mónica Sofia Lopes



















